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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

PREÇOS DE AÇO PODERÃO TER ALTA DE ATÉ 10%

Os preços do aço no mercado doméstico podem ser reajustados ainda este ano, a partir de setembro. A informação foi divulgada em relatório do banco Goldman Sachs divulgado ontem. Os analistas Marcelo Aguiar, Eduardo Couto e Pedro Grimaldi, em contato com produtores e distribuidores levantaram que os aumentos podem ficar entre 5% e 10%. Os laminados planos - bobina laminada a quente e a frio e chapas grossas - seriam os primeiros a subir de preço, vindo em seguida chapas galvanizados e folha de flandres.
Os analistas do banco consideram que isso vem muito mais cedo do que esperavam. Eles previam uma alta para os produtos no mercado nacional na faixa de 5% só a partir do segundo trimestre de 2010, conforme suas projeções. A intenção das siderúrgicas pode ser atribuída a rápida recuperação da demanda interna a partir do segundo semestre.
Consultores do setor siderúrgico ouvidos pelo Valor não descartam essa hipótese. Mas, para estas fontes, a maior possibilidade no curto prazo é de uma redução gradual do desconto médio entre 10% e 15% do preço de tabela, que vem sendo dado pelas siderúrgicas para vender seu produto, desde o começo da crise que derrubou os mercados. O desconto é dado caso a caso, setor a setor.
Esta agressividade comercial exacerbada no pior momento da crise tende a arrefecer neste segundo semestre, preveem os consultores. Mas, num segundo momento, que vai depender de vários fatores, entre eles se a retomada é sustentável e onde vai parar o câmbio, as usinas brasileiras podem também testar o mercado, emplacando um reajuste na virada do ano, consideram.
Segundo afirmam, o mercado de aço no momento está "morno". Já esteve congelado e agora está se preparando para esquentar. Os estoques dos distribuidores ainda permanecem em 3,1 meses, acima do nível médio histórico de 2,6 meses, conforme os últimos dados disponíveis. Ou seja, um pouco acima do normal, enquanto a indústria de transformação está num processo de estocagem.
A demanda pelos laminados planos difere produto a produto. O galvanizado é o que está mais aquecido por causa da demanda da indústria automotiva, favorecida com a política anticíclica de isenção fiscal do IPI. A chapa grossa foi a que sofreu mais com a crise, pois é usada na indústria naval e de bens de capital. O setor de máquinas e equipamentos teve queda na produção por causa do engavetamento de investimento.
Os analistas acreditam, porém, que as altas de preço do podem ser respaldadas pelas decisões de compras a serem tomadas ainda este mês pelos diversos setores da indústria. Esse fator, mais a normalização dos estoques em poder dos distribuidores, pode acelerar o ritmo da retomada da demanda interna pelos consumidores nos próximos meses, acompanhada de uma melhora das exportações.
Se o reajuste se concretizar, poderá engordar o caixa das siderúrgicas ainda este ano e muito mais em 2010, conforme projeções revisadas dos analistas. A Usiminas, por exemplo, que tem maior exposição ao mercado doméstico, poderá ter seu caixa operacional ampliado para R$ 2,8 bilhões ante estimativa inicial de R$ 2,4 bilhões. Em 2010, este número saltaria para R$ 7,4 bilhões, ante uma projeção anterior de R$ 6,3 bilhões.
Fonte: (Valor Economico)

Um comentário:

  1. É dificil de entender esse aumento. Mesmo com o dolar baixo e o mercado de automoveis em alta, não justifica esse aumento. Espero que o governo não deixe isso ocorrer. A Placo já divulgou que a partir de 01/09/2009 irá aplicar 5%¨de aumento nas placas de gesso acartonado e com certeza as demais também irão aplicar esse reajuste, talvez alguns dias antes ou depois.
    Vejo tantos nesse momento de "crise" investindo em marketing para que o sistema Dry Wall e a Construção Seca desenvolva e recebemos agora tais aumentos. Só iremos conseguir reduzir custos de produção, comercialização e execução se tivermos grandes escalas e para isso o preço é fundamental.
    Recentemente já tivemos a inclusão da Substituição Tributária que "pegou" o grupo do Dry Wall, e agora esses aumentos. De fato fica dificil.

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