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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Varejo de material de construção cresceu 4,5% em julho

As vendas no varejo de material de construção cresceram 4,5% no mês de julho, na comparação com o mesmo período de 2008. Os dados são da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), entidade que representa as 138 mil lojas do setor existentes no país.Na comparação julho de 2009 sobre junho de 2009 o desempenho foi de 4%. Já no acumulado do ano (janeiro a julho de 2009 sobre o mesmo período do ano passado), o setor cresceu 1,5%. Setor teme aumento de preços de matérias primasA Anamaco participa amanhã, 12 de agosto, da reunião do Grupo de Acompanhamento da Crise, criado pelo Governo Federal no início do ano para verificar os reflexos da crise econômica internacional nos setores da economia brasileira.O encontro acontecerá em Brasília e será presidido pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega. Um dos assuntos que o presidente da Anamaco, Cláudio Elias Conz, tratará na reunião é sobre a apreensão do setor em torno do aumento de preço das matérias-primas no mercado externo, que está trazendo reflexos para o mercado interno. “O PVC (Policloreto de Vinila), por exemplo - principal matéria prima para a fabricação de tubos e perfis na Construção Civil - teve reajustes superiores a 23% em menos de 30 dias no mercado internacional. O mercado interno, por sua vez, iniciou há 60 dias a retomada dos preços, acumulando repasses de 14%, com perspectivas de novos aumentos para os próximos meses”, declara Conz. “Os empresários, por sua vez, estão trabalhando no limite e não vão conseguir segurar o repasse para os consumidores, causando um forte impacto em diversos setores, principalmente no setor da Construção”, completa.Segundo Conz, os dois únicos produtores de PVC no Brasil acompanham a evolução de preços no mercado exterior. “Se a matéria prima sobe na Ásia, inevitavelmente o seu preço vai subir nos Estados Unidos, na Europa e aqui”, declara. “E não é só o PVC que vem tendo aumento, outras matérias primas como alumínio, cobre e zinco também terão reajustes. Isso significa que produtos como metais e canos de PVC devem ter um aumento de 20% até outubro, justamente agora que a redução de IPI começa a ser repassada integralmente para o consumidor”, completa.De acordo com o presidente da Anamaco, com a redução do IPI incidente sobre materiais de construção em abril deste ano, produtos como o cimento, tinta e cerâmica tiveram uma redução média imediata nos preços de 8,5%. “As lojas tiveram que trabalhar com um preço médio, porque os estoques ainda estavam com mercadorias com o IPI antigo e, em contrapartida, o consumidor já estava solicitando o desconto no balcão. Agora, que cerca de 70% dos estoques antigos já giraram, a tendência era a de que os preços destes produtos caíssem ainda mais para o consumidor final, mas com este novo quadro, essa diminuição dos preços não deve acontecer”, finaliza.

Fonte: Imprensa Anamaco

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