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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Governo prorroga desoneração de IPI para construção

 
 


O governo federal prorrogou por mais um ano a desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para 45 itens de materiais de construção, conforme anúncio feito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta segunda-feira.

"O governo vai continuar promovendo políticas de estímulo ao setor de construção. Esse é um compromisso que estamos aqui firmando... Queria aproveitar a oportunidade para dizer que nós vamos prorrogar a desoneração de IPI", disse Mantega durante evento com entidades do setor de construção civil na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).

Segundo ele, as medidas entrarão em vigor a partir de 1º de janeiro de 2011. "Os produtos que já estão desonerados continuarão. Nós estamos fazendo por mais um ano essa prorrogação."

Em abril deste ano, empresários da indústria de materiais apresentaram ao ministro estudo encomendado pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) à Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostrando que, se estendida por mais dois anos, a isenção faria o Produto Interno Bruto (PIB) ter um crescimento adicional de 1,3%.

Adotada em abril do ano passado em meio à série de medidas fiscais do governo para estimular a economia abalada pela crise de setembro de 2008, a isenção deveria valer por seis meses mas foi estendida, primeiro, até junho e, depois, até 31 de dezembro deste ano.

Mais recentemente, em setembro, a Abramat encaminhou ao governo federal nova proposta de desoneração de tributos sobre o setor, o que poderia gerar um ganho superior a 38 bilhões de reais para o PIB do país em 36 meses.

Além da isenção permanente do IPI para materiais, a entidade pleiteava junto ao governo sua ampliação a todas as categorias de produtos do setor, como lâmpadas e máquinas e equipamentos, além da isenção total do PIS/Cofins da atividade de construção para obras habitacionais.

"Vamos estudar algumas mudanças que estão sendo propostas, tanto no IPI, quanto no PIS/Cofins, e inclusão de algum outro setor. Farei uma reunião com os senhores para discutir isso mais a fundo", acrescentou Mantega.

(Reportagem de José de Castro e Vivian Pereira)


 

Site: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2010/11/29/governo-prorroga-desoneracao-de-ipi-para-construcao.jhtm

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Placo pretende vender paredes de gesso a hotéis

Fabricante de drywall investe em produtos do portfólio da Saint-Gobain que não são apenas de habitação


 

Natália Flach

nflach@brasileconomico.com.br


 

A Placo, empresa do grupo Saint-Gobain que há 15 anos produz no Brasil paredes de gesso chamadas de drywall, vai investir R$ 35 milhões para aumentar em mais de 50% a capacidade produtiva da sua fábrica, em Mogi das Cruzes (SP). De acordo com Sandro Maligieri, presidente da companhia, novos equipamentos capazes de processar maior quantidade de matéria-prima estão sendo comprados. "Mas não vamos descartar os antigos. Vamos guardá-los, porque serão reutilizados daqui a um tempo", afirma.

As máquinas que estão operando hoje passarão a produzir itens que ainda não fazem parte do portfólio da fabricante no Brasil. "Viajo no fim do mês para a sede da Saint-Gobain, na França. Vou dar preferência a produtos e tecnologias que não são voltados para a construção de moradias ou de escritórios e que podem se enquadrar no perfil do mercado brasileiro."

A ideia é diversificar a atuação e aproveitar o momento propício para a construção civil, por conta da Copa do Mundo e da Olimpíada. "Pensamos em um sistema que necessite ser mais resistente, com reforço no que se refere ao isolamento acústico e resistência ao fogo, para locais que exigem estas características", diz. Uma das possibilidades são placas de drywall para hoteis.

Atualmente, a capacidade produtiva da unidade no interior paulista é de 14,5 milhões de metros quadrados por ano de chapas de gesso, e, no fim de 2011, chegará a 22 milhões de metros quadrados por ano. Segundo o executivo, os recursos para essa ampliação são provenientes do caixa da subsidiária brasileira e de uma área da Saint-Gobain responsável pelas operações da Argentina, Brasil e Chile. "Não temos obrigação de fazer empréstimo com a Saint-Gobain. Mas preferimos deixar tudo dentro de casa."


 

O investimento de R$ 35 milhões vai permitir o aumento de quase 50%da capacidade produtiva da fabricante, que hoje é de 14 milhões de metros quadrados por ano e vai passar a ser, no fim do ano que vem, de 22 milhões de metros quadrados

Os principais investimentos serão feitos nas áreas de calcinação — processo de aquecer uma substância a altas temperaturas — e secagem do gesso para a preparação do drywall. Atualmente, a empresa compra 100 mil toneladas de matéria-prima e com a expansão, as aquisições de blocos de gesso, vindas do Nordeste, devem aumentar de 30% a 35%, segundo Maligieri. "O aumento dos nossos estoques não seguirá o aumento de mais de 50% da capacidade produtiva, mas ficará bem próximo."

Receita

A Placo deve faturar este ano R$ 100 milhões, e a expectativa para 2011 é que a fabricante tenha um aumento de 10% a 15% sobre essa receita. "Queremos acompanhar o crescimento orgânico do mercado de drywall, que deve crescer, no ano que vem, de 10% a 15%", afirma Maligieri. Nos últimos dois anos, a companhia comercializou 20 milhões de metros quadrados de chapas de drywall, com distribuição concentrada nas regiões Sul e Sudeste do país.


 

Além da expansão da capacidade produtiva da fábrica, a Placo vai investir na melhoria das instalações do local. De acordo com Maligieri, serão construídos armazéns e restaurante e o edifício administrativo passará por uma ampliação. "Vamos aumentar também de 50 a 60 metros quadrados a nossa fábrica para receber o maquinário que é de grande porte." Serão criados 700 empregos indiretos.


 



Sandro Maligieri, presidente da Placo, que vai à sede

da Saint-Gobain para definir produtos do portfólio da companhia

que podem se adequar ao mercado brasileiro


 

RECEITA

R$ 100 mi

é a expectativa de faturamento para 2010. Para o ano que vem, a Placo espera uma receita de 10% a 15% maior, seguindo o crescimento do mercado de drywall.


 

INVESTIMENTO

R$ 35 mi

é quanto a Placo vai investir para aumentar em mais de 50% a sua capacidade produtiva no país. Os recursos vêm do caixa da subsidiária e da sede francesa.


 

VENDAS

Fabricante abrirá 5 unidades de venda em 2011

A Placo possui uma estrutura própria de vendas de chapas de drywall e de itens relacionados ao produto, como perfis de metal, parafuso, cantoneira e ferramentas chamada "Placocenters". Até o fim deste ano, serão 24 unidades espalhadas pelo país. "Vamos abrir um em Campo Grande, neste mês, e outro em Porto Velho, em dezembro", diz Sandro Maligieri, presidente da fabricante. O executivo afirma que, no ano que vem, devem ser abertas cinco unidades: duas no Nordeste, uma no interior de São Paulo, uma no Centro-Oeste e outra no Sul. "Os centros são feitos a partir de uma parceria da Placo com investidores", afirma. Hoje, 70% da receita da fabricante é proveniente da venda das placas de drywall e 30% da revenda de materiais e ferramentas. Nessas unidades, os consumidores podem contratar mão de obra e fazer orçamentos. N.F.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

CCDI vende R$ 343 milhões no terceiro trimestre

Valor Econômico – SP Data    07/10/2010    

De São Paulo

A Camargo Correa Desenvolvimento Imobiliário (CCDI) lançou, no terceiro trimestre, R$ 505 milhões, quase dez vezes mais que o mesmo período de 2009 e 73% acima do segundo trimestre deste ano. Em outubro, já lançou mais R$ 160 milhões.


 

As vendas somaram R$ 343 milhões, alta de 77% sobre o terceiro trimestre de 2009 e de 9% em relação ao segundo trimestre de 2010. Do total vendido, R$ 60 milhões são da empresa HM, que atua dentro do programa Minha Casa, Minha Vida.


 

No ano, a companhia lançou R$ 971 milhões ou 72% do mínimo que projetou para o ano - entre R$ 1,35 e R$ 1,55 bilhão. A empresa comprou terreno em campinas e aumentou seu banco de terreno em R$ 600 milhões. O banco de terrenos da companhia soma R$ 9,1 bilhões, dos quais R$ 2 bilhões estão na baixa renda - segmento que a companhia está focando.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

CCDI compra terreno em Campinas

Valor Econômico – SP – Empresas

Daniela D'Ambrosio | De São Paulo

A Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCDI) anuncia hoje ao mercado a compra do maior terreno da companhia. A aquisição de 1,2 milhões de metros quadrados em Campinas, a oito quilômetros do aeroporto de Viracopos, foi feita pela HM Engenharia, empresa de baixa renda do grupo, que atua exclusivamente dentro do programa Minha Casa, Minha Vida.

Além de Campinas, a empresa adquiriu um terreno de 32 mil metros quadrados na cidade de Americana, que, segundo a empresa, deve ser lançado ainda este ano. Em Campinas, a ideia é construir 5,1 mil unidades residenciais (prédios baixos), distribuídos por 22 condomínios. Uma área de 100 mil m2 será usada para abrigar um futuro shopping popular e um total de 32 mil m2 na entrada do empreendimento e ao longo das avenidas será usado para comércio e serviços. A previsão de entrega da primeira fase é para agosto de 2012 - estimativa otimista, dado o tamanho do terreno e as dificuldades de aprovação de espaços grandes em cidades como Campinas. "Não será preciso cortar uma única árvore, trata-se de uma extensa área gramada", diz Henrique Bianco, presidente da HM.

Os dois terrenos somam VGV (valor geral de vendas) de R$ 684 milhões, dos quais R$ 600 milhões correspondem ao projeto de Campinas. "Foram dois anos negociando, havia muitas empresas disputando", afirma Bianco, que diz ter contado com o nome do grupo Camargo Corrêa e com o fato de já ter lançado mil unidades no entorno do terreno para fechar o negócio.

A CCDI pagou 100% do terreno em permuta financeira (quando o dono tem uma participação no negócio). Mas não revela de quanto foi esse valor. As terras pertencem à Oswaldo Pelegrini, um senhor de mais de 80 anos, que possui a área há mais de 60 anos.

Segundo fontes do mercado, trata-se de uma área interessante, mas ainda nova, que precisa de desenvolvimento e infraestrutura. O lado direito da Anhanguera é considerado mais nobre e com uma escassez maior de terrenos. O lado esquerdo, onde fica o terreno, ainda tem mais espaço disponível.

Depois da aquisição da HM pela CCDI, a empresa saiu de vendas contratadas de R$ 65 milhões para R$ 297 milhões no primeiro trimestre e de um banco de terrenos de R$ 655 milhões para R$ 2 bilhões. Com dívida alta e margens baixas em 2009, a CCDI passou por uma reestruturação. No segundo trimestre deste ano, elevou a margem líquida de 5,7% para 11,4%.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Drywall: Fabricantes vêem aumento de até 30% no consumo


 

| De São Paulo


 

O uso de drywall na construção civil brasileira cresceu 35,7% no primeiro semestre, para 14,6 milhões de metros quadrados de chapas, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Chapas para Drywall. Nos seis últimos meses do ano, a expectativa é a de manutenção da trajetória ascendente, porém em ritmo menor, uma vez que a base de comparação será mais forte. Assim, no acumulado de 2010, a taxa de expansão deve ficar entre 25% e 30%.


 

De acordo com o presidente da entidade, Gunter Leitner, as taxas de expansão verificadas no semestre e no primeiro trimestre (34,9%) foram superiores às de evolução do PIB da construção no país, o que confirma que a tecnologia vem ganhando espaço no mercado nacional, sobretudo na esteira de novas aplicações. "Em algumas construções de aço, por exemplo, o drywall passou a ser utilizado como fechamento. Isso é recente e mostra que também há alguma migração", afirma.


 

Conforme balanço semestral da associação, o Estado de São Paulo permanece como principal centro consumidor no país, com fatia de 47% nos seis primeiros meses de 2010. Para o presidente, o peso dos paulistas pode ser atribuído ao tamanho do mercado imobiliário regional. "De longe, é o Estado com maior população, o que também explica o fato de ser o mercado mais dinâmico", acrescenta.


 

Os demais mercados do Sudeste responderam por outros 20% do total consumido nos primeiros seis meses do ano e o Sul, por 15%. O Centro-Oeste, no mesmo período, ficou com 10% e o Nordeste, 8%. Segundo Leitner, o sistema, atualmente, é utilizado tanto em construções residenciais quanto comerciais, porém é notório o crescimento acelerado no primeiro segmento.


 

O consumo per capita no Brasil é de 0,08 metro quadrado por habitante, contra 10 nos Estados Unidos. A penetração ainda é muito baixa porque as paredes de concreto ainda não são usadas na chamada autoconstrução, também conhecida por consumo "formiguinha". (DD e SF)

Pressa de Incorporadoras eleva o uso de Drywall no Brasil


 


 


 

Construção:
Boom imobiliário estimula mercado de drywall no país


 

Daniela D'Ambrosio e Stella Fontes | De São Paulo


 

A pressa das construtoras em entregar seus imóveis e a nova onda de apartamentos flexíveis - nos quais o morador escolhe o modelo da planta - está movimentando o segmento de drywall, as paredes de gesso. Com um consumo ainda muito baixo no Brasil quando comparado a outros países, e mais restrito ao alto padrão, os fabricantes procuram investir em novas tecnologias e aplicações, além da parceria com as construtoras para disseminar o uso do produto no Brasil. De qualquer forma, a resposta da demanda já reflete no aumento das vendas e até na ampliação da capacidade produtiva de algumas fábricas.

No país, são três multinacionais que atuam no setor e dividem o mercado com participações muito próximas, na casa de 30% : a francesa Lafarge, a alemã Knauf e a Placo, do também francês Saint Gobain. Uma quarta fabricante, de capital nacional e menor porte, a Trevo Drywall, opera em Juazeiro do Norte (CE) e não integra a associação do setor no país. Para este ano, a meta da indústria é fechar com aumento de 25% a 30% nas vendas.

A Lafarge, há 15 anos no mercado brasileiro, pretende crescer 15% este ano no país. Segundo Mário Castro, presidente da divisão de gesso da Lafarge, as construtoras já representam 25% das vendas e foi o canal que mais cresceu no ano passado, com um aumento de 40%. A empresa criou uma equipe de vendas própria para atender o segmento. "Estamos focando nas construtoras porque elas abrem mercado no futuro para as reformas", afirma Castro. "Por conta da necessidade da velocidade da entrega dos imóveis, todas as grandes construtoras voltaram a usar drywall e o mercado começa a se abrir para as pequenas e médias", acrescenta o executivo da Lafarge.

A divisão de gesso tem um faturamento equivalente a 10% do grupo Lafarge, o que representa cerca de R$ 150 milhões no Brasil este ano. A companhia francesa tem duas fábricas no Brasil, ambas localizadas em Pernambuco, nas cidades de Petrolina e Araripina.

A Placo, que também está há 15 anos no país, espera crescimento entre 15% e 20% este ano. A empresa, que já havia ampliado em 15% a capacidade produtiva de sua fábrica em Mogi das Cruzes (SP) no ano passado, vai atingir uma expansão de 50% este ano, chegando a 22 milhões de m2 de placas de gesso por ano. "A forte retomada do setor de construção civil nos fez adiantar os investimentos", diz Sandro Maligieri, diretor-geral da Placo. A empresa vai investir 35% do seu faturamento anual - que não revela - na ampliação. A Saint Gobain está reunindo várias áreas de materiais de construção, inclusive gesso, para desenvolver produtos mais baratos para imóveis populares.

Já a Knauf, última entre as multinacionais a chegar ao Brasil, começa a estudar planos de expansão, que podem ser executados em dois anos. Por enquanto, de acordo com o presidente da companhia alemã, o complexo industrial de Queimados (RJ), inaugurado em 1999, tem capacidade instalada para atender à demanda crescente - hoje, as linhas podem produzir 13 milhões de metros quadrados ao ano. Além disso, a Knauf tem concentrado cada vez mais suas vendas no mercado interno, uma vez que as exportações deixaram de ser interessantes sob as atuais condições de câmbio. "Neste ano, devemos exportar a metade do que foi em 2009", diz Gunter Leitner, presidente da alemã e da Associação Brasileira dos Fabricantes de Chapas para Drywall.

Apesar da perspectiva positiva, os produtores sabem que têm um árduo trabalho pela frente: derrubar o estigma de que o drywall é um produto caro e não oferece resistência e isolamento adequados. "Isso ocorre por conta da comparação errada. O drywall pode ser mais barato, por conta da rapidez que confere às obras, e é o único que atende a todas as normas", defende Gunter Leitner. Nas salas nacionais de cinema, predomina o sistema de drywall, equipado com isolantes térmicos e acústicos. "Também por isso, as indústrias começam a usar a tecnologia."

Além de ser uma construção mais rápida e limpa - sem a formação de entulhos e portanto, também, mais sustentável - a parede de gesso é mais fina e leve que a alvenaria convencional, o que diminui o gasto com estruturas e fundações. São justamente essas vantagens para as construtoras que fazem com que o produto ainda encontre uma certa resistência no mercado. Parede fina passa a impressão de isolamento acústico menor. "A culpa é da parede, mas o barulho passa por conta de uma série de outros itens, como laje, portas e janelas", diz Castro, da Lafarge. Para mudar essa imagem, as empresas comemoram o fato de o drywall ter sido o primeiro sistema construtivo a atender as normas térmicas e acústicas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), criadas este ano.

O mercado estima que o índice de adoção do sistema drywall no mercado imobiliário residencial esteja entre 10% e 15% em relação aos sistemas tradicionais de alvenaria, principalmente no médio e alto padrão. Se considerados também os projetos de baixa renda - onde o produto ainda é pouco usado - essa participação não passa de 5%. Já nos imóveis corporativos, as paredes de gesso representam 80% das divisórias internas.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Empresa Chinesa Baosteel aumenta em 8% preços do aço

Brasil Econômico – SP –  Empresas

A companhia vai aumentar os preços de bobinas a quente em 8% ou 300 iuanes por tonelada, para 4.142 iuanes (US$ 612,8) por tonelada e aumentar os preços de bobinas a frio em 110 a 200 iuanes por tonelada. A Baosteel é a maior siderúrgica com ações em bolsa da China e líder do setor no país em negociações de preços, definindo referência para outras grandes usinas como Wuhan Steel e Angang.


segunda-feira, 7 de junho de 2010

Volkswagen vai usar 30% de aço importado

Decisão da empresa de elevar importação reflete insatisfação das montadoras com os preços praticados pelas siderúrgicas nacionais

Fonte: AE

A Volkswagen do Brasil já importa 20% do aço utilizado na produção de veículos, porcentual que subirá para 30% até o fim do ano - em 2009, essa proporção era de cerca de 10%. A matéria-prima importada vem da Coreia do Sul e da Índia. Segundo o presidente da montadora, Thomas Schmall, além de o preço ser um pouco menor que o produto brasileiro, a importação é uma forma "de não ficar nas mãos de apenas um fornecedor".

A questão do aço é um ponto sensível atualmente no mercado automotivo brasileiro. A reportagem procurou outras três montadoras, mas nenhuma delas quis falar sobre o assunto. O silêncio estaria ligado às negociações em curso entre siderúrgicas nacionais e fabricantes de veículos. Na segunda-feira, o presidente da GM no Brasil, Jaime Ardila, queixou-se de altas de até 30% nos preços da matéria-prima no Brasil. O presidente da Fiat, Cledorvino Belini, também já reclamou dos reajustes no aço.

Em momento de alta de preços em todo o mundo - creditada às sucessivas altas do minério de ferro, principal matéria-prima do aço -, os fornecedores do produto veem as reclamações das montadoras com relativa tranquilidade, apesar da alta de 156% nas compras externas de aço entre janeiro e abril de 2010. O consenso é que a participação internacional no fornecimento às montadoras locais ainda é muito pequeno e não crescerá de forma significativa. Para Marco Polo Mello Lopes, presidente do Instituto Aço Brasil (IABr), caso realmente quisessem, as montadoras já poderiam importar parcela maior do aço que consomem.

"Os reajustes de preço são definidos mundialmente, e a alta do minério afeta o mundo todo. O fornecedor local é tradicionalmente o mais adequado para atender às necessidades 'just in time' dessas indústrias", diz Lopes. "A reclamação faz parte do jogo."

terça-feira, 18 de maio de 2010

CONSTRUÇÃO SECA NO LAR DOCE LAR DO LUCIANO HUCK

A Construção Seca está crescendo cada vez mais no Brasil e vamos conhecendo mais suas vantagens. Veja no site da Rede Globo como o Arquiteto Rosenbaum explorou o lado ecológico deste sistema construtivo.

Além do link para o site da Rede Globo para assistir Rosenbaum com sua equipe planejando a obra, você também pode acessar o site da "Casa do Dry Wall" e assistir os vídeos para melhor conhecer essa tecnologia.

Qualquer dúvida, favor entrar em contato.

Atenciosamente,

Everardo Ruiz Claudio


 


http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM1264193-7822-LAR+DOCE+LAR+CONHECA+A+FAMILIA+SILVA+DE+CAXIAS,00.html


 

http://www.casadodrywall.com.br/videos.html


 


terça-feira, 11 de maio de 2010

ARQUIVO DIRETRIZES SINAT n. 003 LIGHT STEEL FRAMING

Para baixar o arquivo com as Diretrizes SINAT n. 003 para Light Steel Framing, favor acessar o link abaixo do site do Ministério das Cidades e observar em Documentos relacionados.
Lá é possível baixar o arquivo em PDF.

Qualquer dúvida, favor entrar em contato.


 

http://www4.cidades.gov.br/pbqp-h/projetos_sinat.php

quarta-feira, 5 de maio de 2010

DIRETRIZES SINAT PARA LIGHT STEEL FRAME

Foi aprovada as Diretrizes para o Light Steel Frame, conforme segue. Essas Diretrizes serão o primeiro passo para obtenção das DATec's (Documento de Avaliação Técnica)


Esse documento é de domínio público e caso tenha interesse em obter uma cópia, favor entrar em contato conosco (
www.casadodrywall.com.br)


 


 

Diretrizes para Avaliação Técnica de Produtos

DIRETRIZ SINAT

Nº 003  

Sistemas construtivos estruturados em perfis leves de aço conformados a frio, com fechamentos em chapas delgadas (Sistemas leves tipo "Light Steel Framing")

quarta-feira, 31 de março de 2010

AÇO TERÁ CORREÇÃO DE ATÉ 15% EM ABRIL


 As siderúrgicas brasileiras já começaram a se proteger da alta do minério de ferro, cujas negociações estão em fase final em patamares acima de 90% de reajuste, e programam aumentos a partir de abril nos preços do aço no mercado doméstico que variam de 10,5% a 14,5%. A mudança no sistema de precificação do minério, que migra de correções de valor anuais para trimestrais, deve entrar em vigor amanhã, com impacto sobre toda a cadeia produtiva mundial do aço.

As siderúrgicas argumentam que é só o começo: elas terão de administrar ainda reajustes de outras matérias-primas e insumos usados nos altos-fornos e aciarias de suas usinas. É o caso do carvão metalúrgico, cujo peso é de 25% no custo de produção do aço acabado. Portanto, observa um executivo do setor, não estão descartados novos reajustes do aço depois que forem definidos os novos preços desse insumo. O carvão usado no Brasil é 100% importado e o alta prevista para este ano deverá ficar acima de 50%, conforme negociações já anunciadas entre usinas de aço japonesas e coreanas com as grandes mineradoras.

No caso de empresas brasileiras que têm boa parte ou quase 100% de suprimento próprio de minério de ferro, como a Cia. Siderúrgica Nacional (CSN), o peso dessa matéria-prima no custo de produção é de 6%, afirmam especialistas. "Toda a industria vê o novo sistema de acerto de preços do minério de ferro como inevitável, dadas as condições de oferta apertada do produto ante a demanda e cujos preços no mercado à vista, na China, subiram para US$ 150 a tonelada", avalia Ivan Fadel, analista de mineração e siderurgia do Credit Suisse.

A Usiminas confirmou em nota que "vai alterar os preços bases de referência de seus produtos para a área de distribuição, a partir de 11 de abril, com variações entre 11% e 15%". Já a CSN, por meio de sua assessoria de comunicação, declarou que "seus reajustes serão feitos ao longo dos próximos meses, começando em abril, mas não de forma generalizada", em razão dos aumentos no carvão, no coque e no minério de ferro.

Segundo fontes do setor de distribuição de aços planos, que responde por um terço das vendas no país desses produtos, a CSN já vai reajustar preços de alguns tipos já a partir de amanhã. O grupo ArcelorMittal, que faz aços laminados a quente, a frio e revestidos, conforme essas fontes, adotará a nova tabela a partir de meados de abril. Os aços planos são aplicados basicamente na fabricação de autopeças, carrocerias de automóveis, produtos de linha branca, máquinas e equipamentos, dentre outros.

No momento, informam as siderúrgicas brasileiras, os reajustes vão abranger apenas a cadeia de distribuição. Para os demais setores, eles virão ainda ao longo do segundo trimestre, informa uma fonte. Sobre o formato de correção do minério, já está acertado com a Vale que serão trimestrais, mas as negociações do índice final a ser aplicado a partir de amanhã, as negociações ainda não finalizaram.

Segundo apurou o Valor, uma vez emplacado o sistema de reajuste trimestral de preços do minério, baseado num índice que represente o mercado, as mineradoras não vão mais fazer rodadas de negociações com as siderúrgicas, como as que vigoraram nos últimos 40 anos. "O preço será o do mercado para quem quiser comprar e para quem quiser vender, seja para cima, seja para baixo, como ocorre com ações na Bolsa, com o petróleo, soja, açúcar, trigo e outras commodities minerais. Por quê o minério de ferro tem que ser o único diferente? Só porque a Eurofer e a Cisa querem?", observam fontes do setor, referindo-se às associações das usinas de aço da Europa e da China, que pressionam por um reajuste menor da matéria-prima.

As três grandes mineradoras - BHP Billiton, Rio Tinto e Vale -, que dominam 70% do comércio transoceânico do minério de ferro, entretanto, consideram sepultado o modelo anual "benchmark" (referência para os contratos de longo prazo) e avisaram seus clientes a substituição por novas regras. A BHP fechou acordos trimestrais com a maioria dos seus clientes. A Vale ainda negocia o trimestral caso a caso, adotando Iodex (IronOre Index) como referência, como antecipou o Valor. A Rio Tinto também defende o modelo trimestral.

Por conta dessa quebra de paradigma para corrigir os preços do minério, as negociações com as siderúrgicas têm sido difíceis e mais complexas. No caso da Vale, conforme noticiou ontem a publicação "Tex Report", as usinas japonesas Nippon Steel, JFE Steel, Sumitomo Metals, Kobe Steel e Nisshin Steel acertaram com a mineradora brasileira um preço provisório próximo de US$ 105 a tonelada para o minério fino de Itabira, com teor de 65% de ferro. O preço final deve ser definido no decorrer de abril a deve ser aplicado retroativamente ao dia 1º do mês. As usinas chinesas tendem a concordar também com o modelo trimestral proposto pela Vale, mas a Cisa advoga alguns "ajustes" no novo sistema.

Em relatório do Credit Suisse, divulgado ontem, Fadel, Bruno Savaris e Luiz Moreira preveem que o mercado de minério em 2011 pode se manter tão apertado quanto em 2010. "Não acreditamos que 2010 seja único na história do minério", observam os analistas. O documento destaca que o mercado de manganês, que antecedeu o de minério de ferro na migração do reajuste anual para o trimestral, está agora fechando correção mensal. Será esta a trajetória do minério de ferro? 

Fonte: Valor
Seção: Metalurgia & Distribuição
Publicação: 31/03/2010

sábado, 6 de março de 2010

Habitação popular em steel frame

Revista Guia da Construção - nº.103 - Fevereiro 2010

Os custos de uma unidade habitacional da CDHU em steel trame, orçada em R$ 45.199,11 e projetada para a terceira idade; projetos semelhantes serão licitados neste ano

Uma vila para idosos com áreas de convivência e unidades habitacionais projetadas com sala, cozinha, um dormitório e um banheiro. Com casas estruturadas em steel frame, está localizada em Avaré, interior do Estado de São Paulo. Trata-se da primeira Vila Dignidade, conjunto habitacional da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo), que faz parte de um programa de interesse social do Estado de São Paulo.

O Vila Dignidade de Avaré é o primeiro de uma série de conjuntos habitacionais, projetados de forma semelhante, a serem licitados, por menor preço, na região. Os processos de concorrências das obras desses condomínios em Itapeva, São José do Rio Preto, Caraguatatuba, Ribeirão Preto e Ituverava foram abertos recentemente, e nova licitação será feita em Santos, totalizando R$ 10 milhões em investimentos. O objetivo é expandir o Vila Dignidade por todo o Estado.

O ineditismo da Vila Dignidade começa pelo fato de oferecer assistência e abrigo gratuitos a idosos, que correspondam a um perfil pré-determinado, e sejam cadastrados na prefeitura do município participante do programa. Outra novidade é ser o primeiro projeto da CDHU que atende às premissas do design universal, em que as unidades habitacionais apresentam vãos maiores de portas, piso antiderrapante, entre outros itens para promover segurança e acessibilidade ao usuário. E, finalmente, a inovação mais impactante é ser uma obra popular erguida em steel frame.

O orçamento apresentado nesta reportagem foi elaborado pela equipe de Engenharia e Custos da PINI com base nos desenhos, descritivos e quantidades fornecidos pela própria CDHU. Para oferecer uma base de comparação aos leitores, a PINI orçou, além da estrutura em steel frame, uma alternativa hipotética de execução em estrutura de concreto armado, com fechamento em alvenaria de blocos cerâmicos furados.

Custos da unidade

Ao analisar os custos, vale lembrar que cada casa é composta por duas moradias, assim, o preço da unidade é a metade do total apresentado. O orçamento realizado pela PINI não considerou a economia proporcionada pela racionalização e tempo de execução da obra em steel frame - foi orçado somente o custo direto de execução. A economia proporcionada pelo steel frame, na prática, interfere nos gastos com a administração, geralmente menor nesse sistema. O orçamento da PINI inclui uma opção com alvenaria tradicional, mostrando a diferença entre os dois sistemas.

O steel frame engloba os perfis de aço e o fechamento em gesso acartonado no interior e placa cimentícia no exterior. Para essa obra custa R$ 28.416,04, o que representa 31,43% do total. Já a obra realizada em alvenaria convencional tem os custos de alvenaria e de estrutura de concreto (em substituição ao steel frame) em R$ 22.135,27.

O que encarece o steel frame nesse caso é o conjunto para paredes externas que sai por R$ 18.724,61,65% do custo total do sistema. Como os demais itens não sofrem alteração, o comparativo total do custo é R$ 90.398,22 do steel frame (R$ 45.199,11 a unidade) por contra R$ 84.117,45 da alvenaria convencional (R$ 42.058,72 a unidade), uma diferença de 7%.

Por que Steel Frame?

De acordo com a arquiteta Inês Borges Rizzo, gerente de desenvolvimento de produtos, a escolha pelo steel frame faz parte da busca da CDHU por sistemas industrializados: Apesar de se falar em custos mais elevados para a execução de obras com steel frame, segundo o engenheiro Edson Pereira da Silva, gerente de orçamento de obras, a diferença não é tanta comparada ao sistema convencional; principalmente se a redução do prazo de construção for considerada. Um obra dessa é edificada em apenas quatro meses.

São várias as vantagens do steel frame, segundo Rizzo. É rápido, limpo, as peças vêm gabaritadas e cortadas, e a tubulação é muito simples.

O Vila Dignidade de Avaré foi a primeira obra para a baixa renda da construtora Seqüência, executora do conjunto de Avaré. Segundo Alexandre Mariutti, diretor da empresa, não foi preciso fazer nenhuma adequação no steel frame para utilizá-lo nas casas populares. Apenas mudamos o tipo de acabamento adotado, como os metais, as louças, cerâmicas e revestimentos, mais simples do que aqueles para a classe média, explica.

Programa estadual

O Vila Dignidade está previsto no programa de interesse social instituído pelo Decreto 54.285, de 29 de abril de 2009, uma ação conjunta da CDHU, do Fussesp (Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo) e das secretarias da Habitação, de Assistência e Desenvolvimento Social, de Economia e Planejamento e da Cultura, em parceria com as prefeituras de São Paulo.

Os recursos para o financiamento do projeto são repassados pela Secretaria Estadual da Habitação à CDHU e são originários do Tesouro do Estado. A construção é executada pela CDHU em terreno próprio ou em terreno das prefeituras.

O produto final oferecido é uma habitação integrada com ações sociais: núcleos habitacionais horizontais de até 24 unidades contendo áreas de convivência, adequados às necessidades das pessoas idosas, com acompanhamento permanente de assistência social.

Toda a gestão social dos núcleos do Vila Dignidade cabe ao município, que deve elaborar um Projeto Social, conforme modelo e diretrizes estabelecidos pela Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social. Além disso, é de responsabilidade da prefeitura a aprovação de legislação pertinente e dos projetos junto aos órgãos competentes.

Para aderir ao Programa VIla Dignidade, a prefeitura pode acessar o Sistema de Gestão de Pleitos Habitacionais e incluir a demanda de idosos existente no município pela internet no site da Secretaria da Habitação. Para se candidatar ao VIla Dignidade, o idoso deve ter 60 anos ou mais, ser independente para a realização das tarefas diárias, ter renda mensal de até dois salários mínimos, ser só ou não possuir vínculos familiares sólidos e morar há pelo menos dois anos no município.

Resumo da obra

Vila Dignidade, em Avaré (SP)
Apresentação:
empreendimento com 22 habitações para idosos de baixa renda, com sala/cozinha, quarto, banheiro e jardim
Projeto arquitetônico: CDHU
Projeto e execução do steel frame: Casa Micura
Construção: Construtora Seqüência
Área construída: 1.152,04 m2
Base de preços: São Paulo, com data-base de novembro/2009, sem BDI, com taxa de leis Sociais de 129,34%
Sistemas construtivos considerados: estrutura em steel frame e fechamentos em gesso acartonado internamente e placa cimentícia externamente (opção 1) ou estrutura de concreto armado e vedação de blocos cerâmicos furados (opção 2)
Início da obra: setembro/2009
Término: fevereiro/2010

O que foi e o que não foi considerado

. Os preços dos materiais, da mão de obra e dos equipamentos são referentes à região metropolitana de São Paulo.
. Foram considerados apenas os custos diretos de execução.
. Não foram considerados taxa de BDI (Benefícios e Despesas Indiretas) e preço do terreno, urbanização e arruamentos.
. Os números apresentados tiveram como base as composições do Volare TCPO 13 (Tabelas de Composições de Preços para Orçamentos), com data-base de novembro de 2009.
. O orçamento apresentado é uma estimativa realizada pelo departamento de engenharia da PINI, com base nos projetos enviados pela CDHU. Não representam, portanto, os custos apurados no mercado pela CDHU e seus clientes.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

CSN vai ao Cade contestar Camargo Corrêa

Por: Gerusa Marques

Fonte: Agencia Estado

O conselheiro Vinícius Carvalho, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), recebeu hoje à tarde advogados da Camargo Corrêa para tratar do pedido de medida cautelar feito pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) para suspender a compra de participação na cimenteira portuguesa Cimpor pela Camargo Corrêa. O advogado Lauro Celidônio disse, ao sair do encontro, que o tema da reunião foi a manifestação da empresa, feita ontem, sobre pedido de cautelar. "Viemos apresentar a contestação e aguardaremos a decisão do conselheiro", disse Celidônio.

Ontem terminou o prazo tanto da Camargo Corrêa quanto da Votorantim para se manifestarem sobre os pedidos de medida cautelar feitos pela CSN. Ainda não há, no entanto, uma previsão de quando o conselheiro Vinícius Carvalho dará uma decisão sobre o assunto.

A CSN havia questionado também a operação que envolve a Votorantim, que comprou 17,28% da Lafarge na Cimpor e outros 3,93% da Cinveste na cimenteira portuguesa. A Camargo Corrêa, por sua vez, adquiriu 22,17% do empresário Teixeira Duarte na Cimpor e depois comprou outros 6,5% de participação da Bipadosa na Cimpor. Ontem, anunciou a compra de mais 2,49% na Cimpor de terceiros indicados pela Teixeira Duarte, com isso, chegou a uma participação de 31,17% na cimenteira. CSN, Votorantim e Camargo Corrêa vêm disputando a cimenteira portuguesa desde o final do ano passado.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Empreendimento com 22 habitações para idosos de baixa renda foi construído em três meses (Ana Paula Rocha PINI)

CDHU entrega primeiras casas populares construídas com steel frame

A CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) entregará no próximo dia 22 de dezembro, em Avaré-SP, um condomínio popular construído com steel frame, sistema com estrutura de perfis leves de aço zincado.

Este foi o primeiro projeto da CDHU com o sistema construtivo e também a primeira obra para a baixa renda da construtora Seqüência. "Não foi preciso fazer nenhuma adequação no steel frame para utilizá-lo nas casas populares. O que mudou, em relação às construções que costumamos fazer, foi o tipo de acabamento adotado, como os metais, as louças, cerâmicas e revestimentos, que são mais simples do que aqueles para a classe média, por exemplo", explica o arquiteto Alexandre Mariutti, diretor da Sequência.

As 22 casas do empreendimento são horizontais, com sala conjugada à cozinha, um dormitório, banheiro, área de serviço e uma pequena área externa nos fundos, que pode ser utilizada como jardim ou horta. "Como são para idosos, os imóveis possuem vãos maiores de portas, bases de segurança nos banheiros, pisos antiderrapante, entre outros itens de acessibilidade", lembra o arquiteto.

O processo de montagem das residências foi dividido em três grandes etapas. A primeira compreende a execução da fundação do tipo radier, a montagem dos perfis, que já vêm prontos de fábrica, e do telhado. "Em uma semana, a casa já está coberta", pontua Mariutti. O próximo passo então é revestir a parede externa com placas cimentícias, fazendo a instalação hidráulica e elétrica da residência ao mesmo tempo. Por fim, a construtora monta o drywall na parte interna e faz os acabamentos da casa.

"Tínhamos um contrato de oito meses [para a execução do empreendimento] e um pedido da CDHU para antecipar o mais rápido possível a entrega. No fim, terminamos a construção em três meses, já que começamos no dia 22 de setembro e vamos entregar as residências no dia 22 de dezembro", conta o diretor da construtora.

Programa Vila Dignidade, exclusivo para idosos, prevê a construção de pequenas vilas com conceitos do Desenho Universal

Segundo Mariutti, mesmo o steel frame não sendo muito utilizado para a baixa renda, não há nenhum cuidado especial com a manutenção das casas. "A manutenção é a mesma do sistema convencional. A única vantagem é que, caso ocorra um vazamento, não é preciso quebrar a parede como na alvenaria. Simplesmente se faz uma abertura no drywall, concerta e depois é só remendar", explica.

Além das 22 casas, o condomínio em Avaré ainda tem infraestrutura completa e espaços de convivência, onde os moradores terão assistência social e atividades socioculturais e de lazer.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Construção civil será a maior vedete do emprego em 2010

Por: Paula Takahashi - Estado de Minas

A construção civil será o destaque da geração de vagas este ano. "Foi um pulo em relação ao último trimestre de 2009. Passou de 7% de expectativa de emprego para 46% no começo de 2010, saltando da última para a primeira colocação entre os oito setores pesquisados", afirma Pedro Guimarães, diretor comercial da Manpower, que pesquisou as intenções de contratações entre 71 mil empregadores de 35 países. Todos os segmentos apresentaram expectativas positivas na geração de vagas. A construção foi seguida por finanças e seguros imobiliários, serviços, transportes e serviços públicos, comércio atacadista e varejista, indústria, administração pública, agricultura e mineração.

Para a consultoria Tendências, a indústria deve começar o ano como uma das grandes geradoras de postos de trabalho. "O setor ainda tem muito o que se recuperar em termos de produção e, como foi o que mais perdeu vagas, vai precisar de muita gente para reposição", avalia Bernardo Wjuniski, economista da Tendências. Para Fernando Sette, superintendente de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais, o setor de serviços, especializado em preparativos para a Copa do Mundo de 2014, também se destacará. "Construção de hotéis, turismo receptivo, tudo isso terá crescimento não apenas em Belo Horizonte como nas outras cidades mineiras que serão subsede da Copa", avalia.

É o que espera Dirce Mara Pego de Lima, desempregada há mais de três anos, que retorna agora para o mercado de trabalho. "Estou muito otimista por tudo que tenho ouvido do governo. Vejo que as oportunidades estão mais frequentes e gostaria muito de conseguir uma vaga como motorista", afirma. O primeiro passo, além de se inscrever no Sistema Nacional de Emprego (Sine), é procurar uma qualificação. Investimento que o Sine já está fazendo. "Em 2009, até novembro, captamos 150 mil vagas e pretendemos bater esse número em 2010. Outro foco será a qualificação e treinamento da mão de obra", afirma Sette.

Glória

Para o diretor da empresa de recursos humanos Robert Half, Fernando Mantovani, até o final do ano, o cenário para o mercado de trabalho será semelhante ao vivenciado nos meses de glória de 2008. "Os setores que mais chamam a atenção são os de engenharia, óleo e gás, que viverão anos de sucessivo incremento, bens de consumo e indústria farmacêutica", avalia. "Haverá uma grande recuperação em construção civil em decorrência dos programas de moradia e pelo fato de ser ano eleitoral e o governo sempre gastar um pouco mais em obras públicas. O setor de bens de capital também viverá o ano da virada", acrescenta Mantovani.

O momento, porém, ainda não será de grandes chances de trabalho no mercado externo. "As oportunidades mais interessantes estarão dentro do Brasil. Países principalmente da Europa e os próprios Estados Unidos não experimentarão o mesmo crescimento", avalia Mantovani.