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terça-feira, 28 de setembro de 2010

CCDI compra terreno em Campinas

Valor Econômico – SP – Empresas

Daniela D'Ambrosio | De São Paulo

A Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário (CCDI) anuncia hoje ao mercado a compra do maior terreno da companhia. A aquisição de 1,2 milhões de metros quadrados em Campinas, a oito quilômetros do aeroporto de Viracopos, foi feita pela HM Engenharia, empresa de baixa renda do grupo, que atua exclusivamente dentro do programa Minha Casa, Minha Vida.

Além de Campinas, a empresa adquiriu um terreno de 32 mil metros quadrados na cidade de Americana, que, segundo a empresa, deve ser lançado ainda este ano. Em Campinas, a ideia é construir 5,1 mil unidades residenciais (prédios baixos), distribuídos por 22 condomínios. Uma área de 100 mil m2 será usada para abrigar um futuro shopping popular e um total de 32 mil m2 na entrada do empreendimento e ao longo das avenidas será usado para comércio e serviços. A previsão de entrega da primeira fase é para agosto de 2012 - estimativa otimista, dado o tamanho do terreno e as dificuldades de aprovação de espaços grandes em cidades como Campinas. "Não será preciso cortar uma única árvore, trata-se de uma extensa área gramada", diz Henrique Bianco, presidente da HM.

Os dois terrenos somam VGV (valor geral de vendas) de R$ 684 milhões, dos quais R$ 600 milhões correspondem ao projeto de Campinas. "Foram dois anos negociando, havia muitas empresas disputando", afirma Bianco, que diz ter contado com o nome do grupo Camargo Corrêa e com o fato de já ter lançado mil unidades no entorno do terreno para fechar o negócio.

A CCDI pagou 100% do terreno em permuta financeira (quando o dono tem uma participação no negócio). Mas não revela de quanto foi esse valor. As terras pertencem à Oswaldo Pelegrini, um senhor de mais de 80 anos, que possui a área há mais de 60 anos.

Segundo fontes do mercado, trata-se de uma área interessante, mas ainda nova, que precisa de desenvolvimento e infraestrutura. O lado direito da Anhanguera é considerado mais nobre e com uma escassez maior de terrenos. O lado esquerdo, onde fica o terreno, ainda tem mais espaço disponível.

Depois da aquisição da HM pela CCDI, a empresa saiu de vendas contratadas de R$ 65 milhões para R$ 297 milhões no primeiro trimestre e de um banco de terrenos de R$ 655 milhões para R$ 2 bilhões. Com dívida alta e margens baixas em 2009, a CCDI passou por uma reestruturação. No segundo trimestre deste ano, elevou a margem líquida de 5,7% para 11,4%.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Drywall: Fabricantes vêem aumento de até 30% no consumo


 

| De São Paulo


 

O uso de drywall na construção civil brasileira cresceu 35,7% no primeiro semestre, para 14,6 milhões de metros quadrados de chapas, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Chapas para Drywall. Nos seis últimos meses do ano, a expectativa é a de manutenção da trajetória ascendente, porém em ritmo menor, uma vez que a base de comparação será mais forte. Assim, no acumulado de 2010, a taxa de expansão deve ficar entre 25% e 30%.


 

De acordo com o presidente da entidade, Gunter Leitner, as taxas de expansão verificadas no semestre e no primeiro trimestre (34,9%) foram superiores às de evolução do PIB da construção no país, o que confirma que a tecnologia vem ganhando espaço no mercado nacional, sobretudo na esteira de novas aplicações. "Em algumas construções de aço, por exemplo, o drywall passou a ser utilizado como fechamento. Isso é recente e mostra que também há alguma migração", afirma.


 

Conforme balanço semestral da associação, o Estado de São Paulo permanece como principal centro consumidor no país, com fatia de 47% nos seis primeiros meses de 2010. Para o presidente, o peso dos paulistas pode ser atribuído ao tamanho do mercado imobiliário regional. "De longe, é o Estado com maior população, o que também explica o fato de ser o mercado mais dinâmico", acrescenta.


 

Os demais mercados do Sudeste responderam por outros 20% do total consumido nos primeiros seis meses do ano e o Sul, por 15%. O Centro-Oeste, no mesmo período, ficou com 10% e o Nordeste, 8%. Segundo Leitner, o sistema, atualmente, é utilizado tanto em construções residenciais quanto comerciais, porém é notório o crescimento acelerado no primeiro segmento.


 

O consumo per capita no Brasil é de 0,08 metro quadrado por habitante, contra 10 nos Estados Unidos. A penetração ainda é muito baixa porque as paredes de concreto ainda não são usadas na chamada autoconstrução, também conhecida por consumo "formiguinha". (DD e SF)

Pressa de Incorporadoras eleva o uso de Drywall no Brasil


 


 


 

Construção:
Boom imobiliário estimula mercado de drywall no país


 

Daniela D'Ambrosio e Stella Fontes | De São Paulo


 

A pressa das construtoras em entregar seus imóveis e a nova onda de apartamentos flexíveis - nos quais o morador escolhe o modelo da planta - está movimentando o segmento de drywall, as paredes de gesso. Com um consumo ainda muito baixo no Brasil quando comparado a outros países, e mais restrito ao alto padrão, os fabricantes procuram investir em novas tecnologias e aplicações, além da parceria com as construtoras para disseminar o uso do produto no Brasil. De qualquer forma, a resposta da demanda já reflete no aumento das vendas e até na ampliação da capacidade produtiva de algumas fábricas.

No país, são três multinacionais que atuam no setor e dividem o mercado com participações muito próximas, na casa de 30% : a francesa Lafarge, a alemã Knauf e a Placo, do também francês Saint Gobain. Uma quarta fabricante, de capital nacional e menor porte, a Trevo Drywall, opera em Juazeiro do Norte (CE) e não integra a associação do setor no país. Para este ano, a meta da indústria é fechar com aumento de 25% a 30% nas vendas.

A Lafarge, há 15 anos no mercado brasileiro, pretende crescer 15% este ano no país. Segundo Mário Castro, presidente da divisão de gesso da Lafarge, as construtoras já representam 25% das vendas e foi o canal que mais cresceu no ano passado, com um aumento de 40%. A empresa criou uma equipe de vendas própria para atender o segmento. "Estamos focando nas construtoras porque elas abrem mercado no futuro para as reformas", afirma Castro. "Por conta da necessidade da velocidade da entrega dos imóveis, todas as grandes construtoras voltaram a usar drywall e o mercado começa a se abrir para as pequenas e médias", acrescenta o executivo da Lafarge.

A divisão de gesso tem um faturamento equivalente a 10% do grupo Lafarge, o que representa cerca de R$ 150 milhões no Brasil este ano. A companhia francesa tem duas fábricas no Brasil, ambas localizadas em Pernambuco, nas cidades de Petrolina e Araripina.

A Placo, que também está há 15 anos no país, espera crescimento entre 15% e 20% este ano. A empresa, que já havia ampliado em 15% a capacidade produtiva de sua fábrica em Mogi das Cruzes (SP) no ano passado, vai atingir uma expansão de 50% este ano, chegando a 22 milhões de m2 de placas de gesso por ano. "A forte retomada do setor de construção civil nos fez adiantar os investimentos", diz Sandro Maligieri, diretor-geral da Placo. A empresa vai investir 35% do seu faturamento anual - que não revela - na ampliação. A Saint Gobain está reunindo várias áreas de materiais de construção, inclusive gesso, para desenvolver produtos mais baratos para imóveis populares.

Já a Knauf, última entre as multinacionais a chegar ao Brasil, começa a estudar planos de expansão, que podem ser executados em dois anos. Por enquanto, de acordo com o presidente da companhia alemã, o complexo industrial de Queimados (RJ), inaugurado em 1999, tem capacidade instalada para atender à demanda crescente - hoje, as linhas podem produzir 13 milhões de metros quadrados ao ano. Além disso, a Knauf tem concentrado cada vez mais suas vendas no mercado interno, uma vez que as exportações deixaram de ser interessantes sob as atuais condições de câmbio. "Neste ano, devemos exportar a metade do que foi em 2009", diz Gunter Leitner, presidente da alemã e da Associação Brasileira dos Fabricantes de Chapas para Drywall.

Apesar da perspectiva positiva, os produtores sabem que têm um árduo trabalho pela frente: derrubar o estigma de que o drywall é um produto caro e não oferece resistência e isolamento adequados. "Isso ocorre por conta da comparação errada. O drywall pode ser mais barato, por conta da rapidez que confere às obras, e é o único que atende a todas as normas", defende Gunter Leitner. Nas salas nacionais de cinema, predomina o sistema de drywall, equipado com isolantes térmicos e acústicos. "Também por isso, as indústrias começam a usar a tecnologia."

Além de ser uma construção mais rápida e limpa - sem a formação de entulhos e portanto, também, mais sustentável - a parede de gesso é mais fina e leve que a alvenaria convencional, o que diminui o gasto com estruturas e fundações. São justamente essas vantagens para as construtoras que fazem com que o produto ainda encontre uma certa resistência no mercado. Parede fina passa a impressão de isolamento acústico menor. "A culpa é da parede, mas o barulho passa por conta de uma série de outros itens, como laje, portas e janelas", diz Castro, da Lafarge. Para mudar essa imagem, as empresas comemoram o fato de o drywall ter sido o primeiro sistema construtivo a atender as normas térmicas e acústicas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), criadas este ano.

O mercado estima que o índice de adoção do sistema drywall no mercado imobiliário residencial esteja entre 10% e 15% em relação aos sistemas tradicionais de alvenaria, principalmente no médio e alto padrão. Se considerados também os projetos de baixa renda - onde o produto ainda é pouco usado - essa participação não passa de 5%. Já nos imóveis corporativos, as paredes de gesso representam 80% das divisórias internas.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Empresa Chinesa Baosteel aumenta em 8% preços do aço

Brasil Econômico – SP –  Empresas

A companhia vai aumentar os preços de bobinas a quente em 8% ou 300 iuanes por tonelada, para 4.142 iuanes (US$ 612,8) por tonelada e aumentar os preços de bobinas a frio em 110 a 200 iuanes por tonelada. A Baosteel é a maior siderúrgica com ações em bolsa da China e líder do setor no país em negociações de preços, definindo referência para outras grandes usinas como Wuhan Steel e Angang.