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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Governo prorroga desoneração de IPI para construção

 
 


O governo federal prorrogou por mais um ano a desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para 45 itens de materiais de construção, conforme anúncio feito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta segunda-feira.

"O governo vai continuar promovendo políticas de estímulo ao setor de construção. Esse é um compromisso que estamos aqui firmando... Queria aproveitar a oportunidade para dizer que nós vamos prorrogar a desoneração de IPI", disse Mantega durante evento com entidades do setor de construção civil na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).

Segundo ele, as medidas entrarão em vigor a partir de 1º de janeiro de 2011. "Os produtos que já estão desonerados continuarão. Nós estamos fazendo por mais um ano essa prorrogação."

Em abril deste ano, empresários da indústria de materiais apresentaram ao ministro estudo encomendado pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) à Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostrando que, se estendida por mais dois anos, a isenção faria o Produto Interno Bruto (PIB) ter um crescimento adicional de 1,3%.

Adotada em abril do ano passado em meio à série de medidas fiscais do governo para estimular a economia abalada pela crise de setembro de 2008, a isenção deveria valer por seis meses mas foi estendida, primeiro, até junho e, depois, até 31 de dezembro deste ano.

Mais recentemente, em setembro, a Abramat encaminhou ao governo federal nova proposta de desoneração de tributos sobre o setor, o que poderia gerar um ganho superior a 38 bilhões de reais para o PIB do país em 36 meses.

Além da isenção permanente do IPI para materiais, a entidade pleiteava junto ao governo sua ampliação a todas as categorias de produtos do setor, como lâmpadas e máquinas e equipamentos, além da isenção total do PIS/Cofins da atividade de construção para obras habitacionais.

"Vamos estudar algumas mudanças que estão sendo propostas, tanto no IPI, quanto no PIS/Cofins, e inclusão de algum outro setor. Farei uma reunião com os senhores para discutir isso mais a fundo", acrescentou Mantega.

(Reportagem de José de Castro e Vivian Pereira)


 

Site: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2010/11/29/governo-prorroga-desoneracao-de-ipi-para-construcao.jhtm

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Placo pretende vender paredes de gesso a hotéis

Fabricante de drywall investe em produtos do portfólio da Saint-Gobain que não são apenas de habitação


 

Natália Flach

nflach@brasileconomico.com.br


 

A Placo, empresa do grupo Saint-Gobain que há 15 anos produz no Brasil paredes de gesso chamadas de drywall, vai investir R$ 35 milhões para aumentar em mais de 50% a capacidade produtiva da sua fábrica, em Mogi das Cruzes (SP). De acordo com Sandro Maligieri, presidente da companhia, novos equipamentos capazes de processar maior quantidade de matéria-prima estão sendo comprados. "Mas não vamos descartar os antigos. Vamos guardá-los, porque serão reutilizados daqui a um tempo", afirma.

As máquinas que estão operando hoje passarão a produzir itens que ainda não fazem parte do portfólio da fabricante no Brasil. "Viajo no fim do mês para a sede da Saint-Gobain, na França. Vou dar preferência a produtos e tecnologias que não são voltados para a construção de moradias ou de escritórios e que podem se enquadrar no perfil do mercado brasileiro."

A ideia é diversificar a atuação e aproveitar o momento propício para a construção civil, por conta da Copa do Mundo e da Olimpíada. "Pensamos em um sistema que necessite ser mais resistente, com reforço no que se refere ao isolamento acústico e resistência ao fogo, para locais que exigem estas características", diz. Uma das possibilidades são placas de drywall para hoteis.

Atualmente, a capacidade produtiva da unidade no interior paulista é de 14,5 milhões de metros quadrados por ano de chapas de gesso, e, no fim de 2011, chegará a 22 milhões de metros quadrados por ano. Segundo o executivo, os recursos para essa ampliação são provenientes do caixa da subsidiária brasileira e de uma área da Saint-Gobain responsável pelas operações da Argentina, Brasil e Chile. "Não temos obrigação de fazer empréstimo com a Saint-Gobain. Mas preferimos deixar tudo dentro de casa."


 

O investimento de R$ 35 milhões vai permitir o aumento de quase 50%da capacidade produtiva da fabricante, que hoje é de 14 milhões de metros quadrados por ano e vai passar a ser, no fim do ano que vem, de 22 milhões de metros quadrados

Os principais investimentos serão feitos nas áreas de calcinação — processo de aquecer uma substância a altas temperaturas — e secagem do gesso para a preparação do drywall. Atualmente, a empresa compra 100 mil toneladas de matéria-prima e com a expansão, as aquisições de blocos de gesso, vindas do Nordeste, devem aumentar de 30% a 35%, segundo Maligieri. "O aumento dos nossos estoques não seguirá o aumento de mais de 50% da capacidade produtiva, mas ficará bem próximo."

Receita

A Placo deve faturar este ano R$ 100 milhões, e a expectativa para 2011 é que a fabricante tenha um aumento de 10% a 15% sobre essa receita. "Queremos acompanhar o crescimento orgânico do mercado de drywall, que deve crescer, no ano que vem, de 10% a 15%", afirma Maligieri. Nos últimos dois anos, a companhia comercializou 20 milhões de metros quadrados de chapas de drywall, com distribuição concentrada nas regiões Sul e Sudeste do país.


 

Além da expansão da capacidade produtiva da fábrica, a Placo vai investir na melhoria das instalações do local. De acordo com Maligieri, serão construídos armazéns e restaurante e o edifício administrativo passará por uma ampliação. "Vamos aumentar também de 50 a 60 metros quadrados a nossa fábrica para receber o maquinário que é de grande porte." Serão criados 700 empregos indiretos.


 



Sandro Maligieri, presidente da Placo, que vai à sede

da Saint-Gobain para definir produtos do portfólio da companhia

que podem se adequar ao mercado brasileiro


 

RECEITA

R$ 100 mi

é a expectativa de faturamento para 2010. Para o ano que vem, a Placo espera uma receita de 10% a 15% maior, seguindo o crescimento do mercado de drywall.


 

INVESTIMENTO

R$ 35 mi

é quanto a Placo vai investir para aumentar em mais de 50% a sua capacidade produtiva no país. Os recursos vêm do caixa da subsidiária e da sede francesa.


 

VENDAS

Fabricante abrirá 5 unidades de venda em 2011

A Placo possui uma estrutura própria de vendas de chapas de drywall e de itens relacionados ao produto, como perfis de metal, parafuso, cantoneira e ferramentas chamada "Placocenters". Até o fim deste ano, serão 24 unidades espalhadas pelo país. "Vamos abrir um em Campo Grande, neste mês, e outro em Porto Velho, em dezembro", diz Sandro Maligieri, presidente da fabricante. O executivo afirma que, no ano que vem, devem ser abertas cinco unidades: duas no Nordeste, uma no interior de São Paulo, uma no Centro-Oeste e outra no Sul. "Os centros são feitos a partir de uma parceria da Placo com investidores", afirma. Hoje, 70% da receita da fabricante é proveniente da venda das placas de drywall e 30% da revenda de materiais e ferramentas. Nessas unidades, os consumidores podem contratar mão de obra e fazer orçamentos. N.F.