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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Placo pretende vender paredes de gesso a hotéis

Fabricante de drywall investe em produtos do portfólio da Saint-Gobain que não são apenas de habitação


 

Natália Flach

nflach@brasileconomico.com.br


 

A Placo, empresa do grupo Saint-Gobain que há 15 anos produz no Brasil paredes de gesso chamadas de drywall, vai investir R$ 35 milhões para aumentar em mais de 50% a capacidade produtiva da sua fábrica, em Mogi das Cruzes (SP). De acordo com Sandro Maligieri, presidente da companhia, novos equipamentos capazes de processar maior quantidade de matéria-prima estão sendo comprados. "Mas não vamos descartar os antigos. Vamos guardá-los, porque serão reutilizados daqui a um tempo", afirma.

As máquinas que estão operando hoje passarão a produzir itens que ainda não fazem parte do portfólio da fabricante no Brasil. "Viajo no fim do mês para a sede da Saint-Gobain, na França. Vou dar preferência a produtos e tecnologias que não são voltados para a construção de moradias ou de escritórios e que podem se enquadrar no perfil do mercado brasileiro."

A ideia é diversificar a atuação e aproveitar o momento propício para a construção civil, por conta da Copa do Mundo e da Olimpíada. "Pensamos em um sistema que necessite ser mais resistente, com reforço no que se refere ao isolamento acústico e resistência ao fogo, para locais que exigem estas características", diz. Uma das possibilidades são placas de drywall para hoteis.

Atualmente, a capacidade produtiva da unidade no interior paulista é de 14,5 milhões de metros quadrados por ano de chapas de gesso, e, no fim de 2011, chegará a 22 milhões de metros quadrados por ano. Segundo o executivo, os recursos para essa ampliação são provenientes do caixa da subsidiária brasileira e de uma área da Saint-Gobain responsável pelas operações da Argentina, Brasil e Chile. "Não temos obrigação de fazer empréstimo com a Saint-Gobain. Mas preferimos deixar tudo dentro de casa."


 

O investimento de R$ 35 milhões vai permitir o aumento de quase 50%da capacidade produtiva da fabricante, que hoje é de 14 milhões de metros quadrados por ano e vai passar a ser, no fim do ano que vem, de 22 milhões de metros quadrados

Os principais investimentos serão feitos nas áreas de calcinação — processo de aquecer uma substância a altas temperaturas — e secagem do gesso para a preparação do drywall. Atualmente, a empresa compra 100 mil toneladas de matéria-prima e com a expansão, as aquisições de blocos de gesso, vindas do Nordeste, devem aumentar de 30% a 35%, segundo Maligieri. "O aumento dos nossos estoques não seguirá o aumento de mais de 50% da capacidade produtiva, mas ficará bem próximo."

Receita

A Placo deve faturar este ano R$ 100 milhões, e a expectativa para 2011 é que a fabricante tenha um aumento de 10% a 15% sobre essa receita. "Queremos acompanhar o crescimento orgânico do mercado de drywall, que deve crescer, no ano que vem, de 10% a 15%", afirma Maligieri. Nos últimos dois anos, a companhia comercializou 20 milhões de metros quadrados de chapas de drywall, com distribuição concentrada nas regiões Sul e Sudeste do país.


 

Além da expansão da capacidade produtiva da fábrica, a Placo vai investir na melhoria das instalações do local. De acordo com Maligieri, serão construídos armazéns e restaurante e o edifício administrativo passará por uma ampliação. "Vamos aumentar também de 50 a 60 metros quadrados a nossa fábrica para receber o maquinário que é de grande porte." Serão criados 700 empregos indiretos.


 



Sandro Maligieri, presidente da Placo, que vai à sede

da Saint-Gobain para definir produtos do portfólio da companhia

que podem se adequar ao mercado brasileiro


 

RECEITA

R$ 100 mi

é a expectativa de faturamento para 2010. Para o ano que vem, a Placo espera uma receita de 10% a 15% maior, seguindo o crescimento do mercado de drywall.


 

INVESTIMENTO

R$ 35 mi

é quanto a Placo vai investir para aumentar em mais de 50% a sua capacidade produtiva no país. Os recursos vêm do caixa da subsidiária e da sede francesa.


 

VENDAS

Fabricante abrirá 5 unidades de venda em 2011

A Placo possui uma estrutura própria de vendas de chapas de drywall e de itens relacionados ao produto, como perfis de metal, parafuso, cantoneira e ferramentas chamada "Placocenters". Até o fim deste ano, serão 24 unidades espalhadas pelo país. "Vamos abrir um em Campo Grande, neste mês, e outro em Porto Velho, em dezembro", diz Sandro Maligieri, presidente da fabricante. O executivo afirma que, no ano que vem, devem ser abertas cinco unidades: duas no Nordeste, uma no interior de São Paulo, uma no Centro-Oeste e outra no Sul. "Os centros são feitos a partir de uma parceria da Placo com investidores", afirma. Hoje, 70% da receita da fabricante é proveniente da venda das placas de drywall e 30% da revenda de materiais e ferramentas. Nessas unidades, os consumidores podem contratar mão de obra e fazer orçamentos. N.F.

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