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terça-feira, 31 de maio de 2011

Primeira agência bancária sustentável do país está no DF


 

Foi inaugurada a primeira agência sustentável da Caixa Econômica Federal no Distrito Federal. A agência atenderá, em especial, a comunidade do Paranoá, Itapoã e condomínios, estimada em cerca de 230 mil pessoas. A construção utiliza a tecnologia Steel Frame, um sistema construtivo escolhido em vários países do mundo por apresentar vantagens como baixo custo, rapidez na conclusão das obras e, principalmente, por ser considerado um modelo de construção sustentável.



"A inauguração de uma agência da Caixa valoriza muito a cidade e suas redondezas por ser uma instituição bastante respeitada por serviços de alta qualidade e de crédito e também porque facilita o acesso aos vários benefícios sociais prestados pelo banco", comentou o governador ao conhecer as instalações da nova agência.


 

Steel Frame


 

O sistema steel frame utiliza materiais leves, o que reduz a quantidade de meios de transporte e, conseqüentemente, o consumo de combustível. Ainda poupa consideravelmente o gasto de energia tanto na etapa de fabricação do material quanto depois do edifício pronto, devido ao isolamento térmico que proporciona. As placas que revestem o exterior também são produzidas exclusivamente com árvores plantadas especificamente para este fim, utilizando apenas exemplares jovens e de pequeno diâmetro, o que permite a reposição freqüente da floresta.

Na nova unidade, a população terá à disposição uma equipe composta por 11 empregados, além de estagiários e prestadores de serviços, e terá disponível sete máquinas de auto-atendimento, num ambiente de 500 m². A agência iniciou o atendimento ao público dia26 de maio.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Qualificação ruim prejudica construção civil e DRYWALL sofre com isso também


Edna Simão - O Estado de S.Paulo


 

Segundo pesquisa da CNI, 89% das empresas do setor têm problemas para achar bons trabalhadores

Nove em cada dez empresas da construção civil sofrem com a falta de trabalhadores qualificados no setor, segundo estudo divulgado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Pela pesquisa, 89% das construtoras enfrentam dificuldades por causa do déficit de mão de obra qualificada e, portanto, não conseguem aumentar a produtividade, melhorar a qualidade dos serviços prestados e cumprir prazos. O maior problema é a contratação de trabalhadores para canteiro de obras, como é o caso de pedreiro e serventes.

"Isso está atrapalhando os prazos, a qualidade e o aumento da produtividade. A contratação de profissionais sem qualificação faz com que a execução do trabalho seja mais lenta e exige um número maior de pessoas fazendo a mesma coisa", ressaltou o gerente de pesquisa da CNI, Renato da Fonseca. O economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Luis Fernando Mendes, acrescentou que a falta de profissionais no setor está relacionada ao "boom da construção" verificado, principalmente, a partir de 2004.

A Sondagem Especial da Construção Civil, feita pela CNI, ouviu 385 empresas, que empregam mais de 20 pessoas no País. Do total, 191 companhias são pequenas, 145 médias e 49 grandes. A pesquisa foi realizada entre os dias 3 e 20 de janeiro deste ano. Em 2009, conforme dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho, existiam 147 mil empresas atuando no segmento.

Considerando apenas as empresas que são afetadas pela falta de qualificação profissional, 61% das construtoras ouvidas disseram que o problema afeta o aumento da produtividade. Já 59% delas afirmaram ter dificuldades de melhorar a qualidade dos serviços prestados e 57% para cumprir prazos. A maioria das empresas pesquisadas (91% do total) acredita ser necessário investir em qualificação para reverter o quadro. Porém, 56% das construtoras temem aplicar na capacitação devido à alta rotatividade dos trabalhadores.

A Sondagem da CNI mostra ainda que 94% das empresas da construção civil, que sofrem com a falta de trabalhador qualificado, disseram ter dificuldades para encontrar profissionais básicos ligados à obra, como pedreiros e serventes. "O grosso do problema está na contratação de trabalhador para o canteiro de obras", afirmou Fonseca.

Capacitação. Para tentar minimizar o gargalo da falta de mão de obra qualificada, 64% das empresas que enfrentam dificuldades por conta disso têm optado por capacitar o trabalhador na própria construtora.

Mas 45% destacaram que estão adotando política de retenção do trabalhador como a elevação dos salários pagos e concessão de um número maior de benefícios. As construtoras (43%) disseram que em algumas situações optam pela terceirização de algumas etapas do processo de construção ou prestação de serviços.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sobra emprego – Falta trabalhador


 


 

Menos exigências na hora de contratar


 

Diante da escassez de mão de obra, empresas são forçadas a aceitar candidatos com menor preparo e a investir em treinamento e capacitação


 

Renée Pereira, de O Estado de S. Paulo


 

16 de abril de 2011 | 17h 46 - SÃO PAULO - As posições começam a se inverter. Se no passado era o trabalhador que corria atrás das empresas para conseguir um bom emprego, hoje são as empresas que fazem qualquer negócio para contratar ou manter um funcionário. De acordo com pesquisa feita pela Fundação Dom Cabral com 130 companhias, responsáveis por 22% do Produto Interno Bruto (PIB), 92% das empresas estão com dificuldade para contratar profissionais.


 

Nesse cenário, vale tudo para preencher uma vaga, desde importar mão de obra de países vizinhos e fazer anúncios de emprego durante a missa até designar profissionais para promover a imagem do grupo entre candidatos. Foi-se o tempo também que para encontrar um bom emprego era preciso ter pós-graduação, mestrado e doutorado, além de experiência na área. Hoje muitas companhias já abrem mão dessas exigências.


 

Dados da pesquisa da Dom Cabral mostram que 54% das companhias reduziram os requisitos na contratação de pessoal para a área técnica e operacional. Nos cargos estratégicos, 28% das empresas também diminuíram as exigências, como pós-graduação, fluência em idiomas e experiência. A solução tem sido contratar o profissional sem experiência, treiná-lo e capacitá-lo com cursos moldados à necessidade da companhia.


 

"O poder mudou de lado", resume o professor da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende, responsável pela pesquisa. Na avaliação dele, hoje quem está dando as cartas no mercado são os trabalhadores, e não mais as empresas. "A situação é resultado de uma série de armadilhas criadas pela própria sociedade. Primeiro desvalorizou-se a mão de obra técnica. Depois inundamos o mercado com profissionais diplomados e baixa qualidade."


 

Para o professor, o Brasil precisa acelerar a criação de uma nova política de emprego para não atrapalhar o ciclo de investimentos que se intensificará com a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Apenas as empresas pesquisadas pela Dom Cabral afirmaram que vão demandar nos próximos seis anos 28 mil pessoas na área operacional, 21 mil engenheiros e 10 mil técnicos.


 

Mesmo reduzindo as exigências, algumas companhias demoram até seis meses para encontrar um profissional. "A concorrência está muito grande. Enquanto você prepara a contratação, o candidato já conseguiu outra proposta e temos de começar tudo de novo", diz a gerente de Recursos Humanos da Masb Desenvolvimento Imobiliário, Mariangela Tolentino, que tem 250 vagas em aberto.


 

Embora atinja todos os níveis, o problema é mais delicado em cargos técnicos e operacionais. Falta de tudo, de engenheiro a pedreiro. " Temos de investir em novas tecnologias para reduzir a dependência da mão de obra", diz o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Sergio Watanabe.

Sobe mão de obra também no dry wall


 



 

Mão de obra deve manter inflação da construção civil em alta


 

Pressionado por reajustes salariais, grupo foi o único a registrar avanço entre março e abril


 

Daniela Amorim, da Agência Estado


 

15 de abril de 2011 | 14h 17 - RIO - O aumento nos preços da mão de obra deve manter em alta a inflação na construção civil. O Índice Nacional de Custo da Construção - 10 (INCC-10), que passou de 0,33% em março para 0,52% em abril, foi influenciado por reajustes salariais, sobretudo no Rio de Janeiro e em Salvador, segundo o coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros. No ano, a inflação medida pelo INCC-10 acumula taxas de 1,79% no ano e de 6,90% em 12 meses até abril.


 

O movimento de alta deve continuar nas próximas leituras do índice. "Os sindicatos já concluíram as negociações, mas nem todas as construtoras estão com as folhas de pagamento atualizadas. O impacto da mão de obra vai subir. Foi acertado entre 8% e 9% de reajuste, mas dependendo da especialidade o valor é até maior. Esse é o ano da mão de obra", afirmou Salomão Quadros.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Casas conectadas tentam cair no gosto “popular”

Pioneira em automação residencial, iHouse, de Leonardo Senna, sai do modelo restrito a incorporadoras e parte para venda direta


 

Fabiana Monte

fmonte@brasileconomico.com.br


 

A iHouse, fundada pelo empresário Leonardo Senna, irmão do piloto de fórmula 1 Ayrton Senna, quer vender seus produtos para consumidores finais. A companhia, especializada em automação residencial, atua em condomínios junto às incorporadoras e desenvolve soluções que criam as chamadas "casas conectadas", permitindo mimos tecnológicos como ligar o ar condicionado remotamente, ou monitorar a rotina da casa por meio de câmeras instaladas no local. Tudo a partir de tablets ou celulares.


 

A nova estratégia de Senna é vender as soluções da iHouse para consumidores finais por meio de revendas especializadas. A meta é, até julho, credenciar 50 revendedores em todo o país que também serão responsáveis por prestar serviços de assistência técnica aos clientes. "Neste momento não trabalharemos com os varejistas tradicionais. Focamos primeiro nas empresas especializadas em automação residencial", diz.


 

Nova linha de produtos

Para vender aos consumidores finais, a iHouse desenvolveu uma nova linha de produtos. Eles utilizam uma tecnologia sem fio que dispensa a realização de obras. Além de serem mais simples de instalar, os dispositivos funcionam como módulos, o que permite ao cliente automatizar cômodos independentes do imóvel e torna o produto acessível para um público maior.


 

Pelos cálculos de Senna, o consumidor deverá investir R$ 5,5 mil para comprar os módulos sem fio que permitem controlar ar condicionado, equipamentos de áudio e vídeo, e iluminação. O valor considera custos com equipamentos e com mão de obra para a instalação dos dispositivos. "Nossos produtos são desenvolvidos no Brasil. Muitos componentes são importados, mas a montagem é aqui, com produção terceirizada", afirma.


 

Você pode começara automatizar sua casa com menos de R$ 6 mil. As pessoas realizaram o sonho de comprar aTV de plasma,o próximo passo é ter a comodidade de controlar áudio, vídeo e temperatura ambiente pelo tablet

Leonardo Senna


 

MUDANÇA DE PERFIL


 


 


 

A iHouse está no mercado há cerca de seis anos, mas atuava exclusivamente por meio de incorporadoras, que incluíam as soluções de automação residencial da empresa em novos empreendimentos imobiliários -no início, apenas imóveis de alto padrão. Mas o cenário começa a mudar e, no ano passado, 80% das vendas da iHouse ocorreram no segmento de médio padrão. "Em 2010, vendemos entre 4 mil e 5 mil imóveis de alto e médio padrão que serão entregues automatizados. Incorporamos o médio padrão, bastante importante no mercado, porque são muitos, enquanto os lançamentos em alto padrão são poucos", afirma.


 

Leonardo Senna não divulga o faturamento da iHouse e diz que ainda é cedo para calcular o impacto que a nova estratégia comercial trará para o negócio. Mas o executivo acredita que a partir do meio do ano haverá uma curva de crescimento que ganhará força em 2012, quando a rede de revendas estiver a pleno vapor. "No ano que vem este negócio deve ficar tão importante para nós quanto o da construtora, a expansão será muito rápida", afirma.


 

Além disso, a nova linha de produtos também poderá gerar reflexos positivos nas vendas para o setor imobiliário, devido à simplicidade de instalação dos dispositivos. "Essa era uma demanda das próprias construtoras. Teremos pacotes com menor quantidade de itens".


 

QUANTO VALE


 

R$ 5,5 mil

é o valor estimado para que o consumidor equipe sua casa com os módulos sem fio que permitem controlar aparelhos. a 2011.


 

80%

das vendas da iHouse, no ano passado, foram fechadas com empreendimentos de médio padrão.


 

Para Gafisa e Even, tecnologia está mais acessível


 

Apartamento automatizado com 48 metros quadrados, o compacto de luxo, custa R$ 500 mil


 

No ano passado, a Even lançou 11 empreendimentos residenciais em São Paulo com oferta de automação residencial. Os apartamentos, com metragem a partir de 48 metros quadrados e preço de R$ 500 mil, entram na classificação da construtora de "compacto luxo", bem localizados, mas pequenos. "Lançamos em diversos produtos, mas nada concentrado no alto padrão, que custa a partir de R$ 1,5 milhão, R$ 2 milhões. A automação residencial está ficando mais acessível", afirma Ricardo Grimone, diretor-adjunto de incorporação da Even.


 

A Gafisa calcula que, entre 2009 e 2010, o custo da automação residencial tenha caído aproximadamente entre 10% e 15%, principalmente porque a evolução da tecnologia levou ao desenvolvimento de equipamentos cuja instalação é mais simples, exigindo menos material de construção e especificidades durante a obra. "Não é uma coisa barata, mas está ficando mais acessível. Ainda há muito mercado a ser explorado e para ficar mais acessível", afirma Kátia Varalla, diretora de produtos da Gafisa.


 

A Gafisa estima que o custo da automação residencial tenha caído entre 10% e 15% entre 2009 e 2010


 

Em imóveis de alto padrão e médio alto padrão, a Gafisa oferece um pacote básico de automação, que inclui áudio e vídeo, iluminação, controle do ar condicionado e das persianas da sala do imóvel, além de instalação de biometria (identificação pela impressão digital, por exemplo) na porta de entrada. O preço é, em média, R$ 10 mil. Caso o cliente queira, é possível adotar mais soluções em outros cômodos do apartamento. "Tivemos uma aceitação de 15% no ano passado e esperamos aumentar para 30% em 2011", afirma Silvia Amaral, gerente de Personal Line da Gafisa, unidade da construtora que permite realizar mudanças no projeto original do imóvel. "Nos empreendimentos que não vêm com o kit básico, também podemos oferecer a solução de auto-mação. O prédio não precisa ter uma infraestrutura específica", completa. No ano passado, a Gafisa lançou oito empreendimentos em São Paulo com soluções de automação. Em 2009 foram três.

sexta-feira, 11 de março de 2011

REAJUSTE DO AÇO

As usinas de aço estão anunciando aumento ainda em Março.


Algumas perfiladeiras já anunciam aumento em 10% já a partir de 21/03/11


 

Vamos aguardar e verificar se o aumento será mesmo geral


CONSTRUÇÃO SECA ALAVANCA LUCRO DA ETERNIT COM PLACAS CIMENTICIAS


 


 

Eternit tem lucro recorde de R$ 102,1 milhões em 2010

Daniela D'Ambrósio | Valor


 

10/03/2011 16:44 - SÃO PAULO - A Eternit, líder na fabricação de telhas de fibrocimento (que usam amianto), chapas e placas cimentícias, registrou receita bruta de R$ 991,3 milhões no ano passado, 33% acima de 2009.


 


 

"Nossa meta era elevar o faturamento bruto para R$ 1 bilhão até o fim de 2011, conseguimos antecipar em um ano o nosso objetivo", disse Élio Martins, presidente e diretor de Relações com Investidores da Eternit.


 

Segundo Martins, a antecipação dos resultados deve-se aos investimentos realizados nos últimos anos para elevar a capacidade produtiva e ao aumento das vendas de minério crisotila e telhas de fibrocimento.


 

A companhia teve lucro líquido recorde de R$ 102,1 milhões em 2010, uma alta de 39,6% em relação a 2009. A margem líquida ficou estável, em 13%. A empresa promoveu reajuste de preços em toda a linha de produtos. A receita líquida consolidada cresceu 30,1% em 2010 e atingiu R$ 758,8 milhões.


 

Dona da maior mina produtora de amianto crisotila em atividade no Brasil, a Sama, no município de Minaçu (GO), a Eternit vendeu 306,3 mil toneladas do minério, um crescimento de 5,3% em relação ao ano de 2009.


 

De acordo com Martins, toda a capacidade de 300 mil toneladas foi vendida, além de parte dos estoques acumulados. As vendas para o mercado interno atingiram 163,6 mil toneladas e as exportações somaram 142,7 mil toneladas.


 

Os investimentos da companhia em 2010 somaram R$ 92,8 milhões, alta de 223% na comparação com o volume investido em 2009. Desse total, R$ 34,4 milhões foram destinados à aquisição da Tégula, empresa de telhas, R$ 14 milhões para a nova linha de produção de fibrocimento, que entrou em operação na unidade de Simões Filho (BA), em outubro de 2010, e R$ 44,4 milhões são relativos a outros investimentos.


 

A empresa, que tem cinco fábricas, completou 71 anos este ano e tem capital aberto desde 1948. Até ontem, as ações da Eternit acumulavam queda de 6,08% no ano. No mesmo período, o Ibovespa cai 2,94%.


 

(Daniela D'Ambrósio | Valor)