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quinta-feira, 17 de março de 2011

Casas conectadas tentam cair no gosto “popular”

Pioneira em automação residencial, iHouse, de Leonardo Senna, sai do modelo restrito a incorporadoras e parte para venda direta


 

Fabiana Monte

fmonte@brasileconomico.com.br


 

A iHouse, fundada pelo empresário Leonardo Senna, irmão do piloto de fórmula 1 Ayrton Senna, quer vender seus produtos para consumidores finais. A companhia, especializada em automação residencial, atua em condomínios junto às incorporadoras e desenvolve soluções que criam as chamadas "casas conectadas", permitindo mimos tecnológicos como ligar o ar condicionado remotamente, ou monitorar a rotina da casa por meio de câmeras instaladas no local. Tudo a partir de tablets ou celulares.


 

A nova estratégia de Senna é vender as soluções da iHouse para consumidores finais por meio de revendas especializadas. A meta é, até julho, credenciar 50 revendedores em todo o país que também serão responsáveis por prestar serviços de assistência técnica aos clientes. "Neste momento não trabalharemos com os varejistas tradicionais. Focamos primeiro nas empresas especializadas em automação residencial", diz.


 

Nova linha de produtos

Para vender aos consumidores finais, a iHouse desenvolveu uma nova linha de produtos. Eles utilizam uma tecnologia sem fio que dispensa a realização de obras. Além de serem mais simples de instalar, os dispositivos funcionam como módulos, o que permite ao cliente automatizar cômodos independentes do imóvel e torna o produto acessível para um público maior.


 

Pelos cálculos de Senna, o consumidor deverá investir R$ 5,5 mil para comprar os módulos sem fio que permitem controlar ar condicionado, equipamentos de áudio e vídeo, e iluminação. O valor considera custos com equipamentos e com mão de obra para a instalação dos dispositivos. "Nossos produtos são desenvolvidos no Brasil. Muitos componentes são importados, mas a montagem é aqui, com produção terceirizada", afirma.


 

Você pode começara automatizar sua casa com menos de R$ 6 mil. As pessoas realizaram o sonho de comprar aTV de plasma,o próximo passo é ter a comodidade de controlar áudio, vídeo e temperatura ambiente pelo tablet

Leonardo Senna


 

MUDANÇA DE PERFIL


 


 


 

A iHouse está no mercado há cerca de seis anos, mas atuava exclusivamente por meio de incorporadoras, que incluíam as soluções de automação residencial da empresa em novos empreendimentos imobiliários -no início, apenas imóveis de alto padrão. Mas o cenário começa a mudar e, no ano passado, 80% das vendas da iHouse ocorreram no segmento de médio padrão. "Em 2010, vendemos entre 4 mil e 5 mil imóveis de alto e médio padrão que serão entregues automatizados. Incorporamos o médio padrão, bastante importante no mercado, porque são muitos, enquanto os lançamentos em alto padrão são poucos", afirma.


 

Leonardo Senna não divulga o faturamento da iHouse e diz que ainda é cedo para calcular o impacto que a nova estratégia comercial trará para o negócio. Mas o executivo acredita que a partir do meio do ano haverá uma curva de crescimento que ganhará força em 2012, quando a rede de revendas estiver a pleno vapor. "No ano que vem este negócio deve ficar tão importante para nós quanto o da construtora, a expansão será muito rápida", afirma.


 

Além disso, a nova linha de produtos também poderá gerar reflexos positivos nas vendas para o setor imobiliário, devido à simplicidade de instalação dos dispositivos. "Essa era uma demanda das próprias construtoras. Teremos pacotes com menor quantidade de itens".


 

QUANTO VALE


 

R$ 5,5 mil

é o valor estimado para que o consumidor equipe sua casa com os módulos sem fio que permitem controlar aparelhos. a 2011.


 

80%

das vendas da iHouse, no ano passado, foram fechadas com empreendimentos de médio padrão.


 

Para Gafisa e Even, tecnologia está mais acessível


 

Apartamento automatizado com 48 metros quadrados, o compacto de luxo, custa R$ 500 mil


 

No ano passado, a Even lançou 11 empreendimentos residenciais em São Paulo com oferta de automação residencial. Os apartamentos, com metragem a partir de 48 metros quadrados e preço de R$ 500 mil, entram na classificação da construtora de "compacto luxo", bem localizados, mas pequenos. "Lançamos em diversos produtos, mas nada concentrado no alto padrão, que custa a partir de R$ 1,5 milhão, R$ 2 milhões. A automação residencial está ficando mais acessível", afirma Ricardo Grimone, diretor-adjunto de incorporação da Even.


 

A Gafisa calcula que, entre 2009 e 2010, o custo da automação residencial tenha caído aproximadamente entre 10% e 15%, principalmente porque a evolução da tecnologia levou ao desenvolvimento de equipamentos cuja instalação é mais simples, exigindo menos material de construção e especificidades durante a obra. "Não é uma coisa barata, mas está ficando mais acessível. Ainda há muito mercado a ser explorado e para ficar mais acessível", afirma Kátia Varalla, diretora de produtos da Gafisa.


 

A Gafisa estima que o custo da automação residencial tenha caído entre 10% e 15% entre 2009 e 2010


 

Em imóveis de alto padrão e médio alto padrão, a Gafisa oferece um pacote básico de automação, que inclui áudio e vídeo, iluminação, controle do ar condicionado e das persianas da sala do imóvel, além de instalação de biometria (identificação pela impressão digital, por exemplo) na porta de entrada. O preço é, em média, R$ 10 mil. Caso o cliente queira, é possível adotar mais soluções em outros cômodos do apartamento. "Tivemos uma aceitação de 15% no ano passado e esperamos aumentar para 30% em 2011", afirma Silvia Amaral, gerente de Personal Line da Gafisa, unidade da construtora que permite realizar mudanças no projeto original do imóvel. "Nos empreendimentos que não vêm com o kit básico, também podemos oferecer a solução de auto-mação. O prédio não precisa ter uma infraestrutura específica", completa. No ano passado, a Gafisa lançou oito empreendimentos em São Paulo com soluções de automação. Em 2009 foram três.

sexta-feira, 11 de março de 2011

REAJUSTE DO AÇO

As usinas de aço estão anunciando aumento ainda em Março.


Algumas perfiladeiras já anunciam aumento em 10% já a partir de 21/03/11


 

Vamos aguardar e verificar se o aumento será mesmo geral


CONSTRUÇÃO SECA ALAVANCA LUCRO DA ETERNIT COM PLACAS CIMENTICIAS


 


 

Eternit tem lucro recorde de R$ 102,1 milhões em 2010

Daniela D'Ambrósio | Valor


 

10/03/2011 16:44 - SÃO PAULO - A Eternit, líder na fabricação de telhas de fibrocimento (que usam amianto), chapas e placas cimentícias, registrou receita bruta de R$ 991,3 milhões no ano passado, 33% acima de 2009.


 


 

"Nossa meta era elevar o faturamento bruto para R$ 1 bilhão até o fim de 2011, conseguimos antecipar em um ano o nosso objetivo", disse Élio Martins, presidente e diretor de Relações com Investidores da Eternit.


 

Segundo Martins, a antecipação dos resultados deve-se aos investimentos realizados nos últimos anos para elevar a capacidade produtiva e ao aumento das vendas de minério crisotila e telhas de fibrocimento.


 

A companhia teve lucro líquido recorde de R$ 102,1 milhões em 2010, uma alta de 39,6% em relação a 2009. A margem líquida ficou estável, em 13%. A empresa promoveu reajuste de preços em toda a linha de produtos. A receita líquida consolidada cresceu 30,1% em 2010 e atingiu R$ 758,8 milhões.


 

Dona da maior mina produtora de amianto crisotila em atividade no Brasil, a Sama, no município de Minaçu (GO), a Eternit vendeu 306,3 mil toneladas do minério, um crescimento de 5,3% em relação ao ano de 2009.


 

De acordo com Martins, toda a capacidade de 300 mil toneladas foi vendida, além de parte dos estoques acumulados. As vendas para o mercado interno atingiram 163,6 mil toneladas e as exportações somaram 142,7 mil toneladas.


 

Os investimentos da companhia em 2010 somaram R$ 92,8 milhões, alta de 223% na comparação com o volume investido em 2009. Desse total, R$ 34,4 milhões foram destinados à aquisição da Tégula, empresa de telhas, R$ 14 milhões para a nova linha de produção de fibrocimento, que entrou em operação na unidade de Simões Filho (BA), em outubro de 2010, e R$ 44,4 milhões são relativos a outros investimentos.


 

A empresa, que tem cinco fábricas, completou 71 anos este ano e tem capital aberto desde 1948. Até ontem, as ações da Eternit acumulavam queda de 6,08% no ano. No mesmo período, o Ibovespa cai 2,94%.


 

(Daniela D'Ambrósio | Valor)