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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

'É um custo alto, mas que valoriza o imóvel'


O Estado de S.Paulo

O engenheiro civil Luiz Roberto Salvador, de 52 anos, apostou na ideia da autoprodução e instalou os painéis em sua nova casa, em Campinas - um investimento de R$ 44 mil para a instalação de 16 painéis. "Desde o início, quis construir uma casa sustentável", diz. "É um custo alto, mas acredito que terá retorno quando começar a valer o sistema de crédito. Além disso, valoriza o imóvel."


Em 80 dias, os painéis da casa produziram cerca de 1,4 mil quilowatts-hora, metade do que a família consumiu no período. "Espero que, em breve, a gente consiga compensar todo nosso consumo com a eletricidade vinda do nosso telhado." / B.D.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Crédito para imóveis já supera o de carros


09 de dezembro de 2012 | 8h 38
 AE - Agencia Estado

SÃO PAULO - O crédito destinado para o setor habitacional e imobiliário superou o do setor automotivo pela primeira vez no Brasil. A virada ocorreu em agosto e a diferença tem aumentado, revelam dados do Banco Central que foram elaborados pelo Estadão Dados.

Em setembro, as operações de crédito para compra de imóveis por pessoas físicas e jurídicas chegaram a R$ 334,6 bilhões, enquanto o setor automotivo ficou com R$ 319 bilhões. "O Brasil vem tirando um atraso no crédito imobiliário. Antigamente era muito difícil conseguir um financiamento", afirmou Luis Eduardo Assis, economista e ex-diretor do Banco Central.

O aumento do crédito imobiliário tem sido impulsionado pela pessoa física. Por esse recorte, o saldo já é maior do que o do setor automotivo desde janeiro. Este ano, até outubro, as operações de crédito imobiliário aumentaram R$ 57,3 bilhões, enquanto as do automotivo cresceram R$ 533 milhões.

O setor imobiliário foi beneficiado pela redução das taxas de juros, crescimento do emprego e aumento da massa de rendimento real. Por outro lado, o setor automotivo sofre uma ressaca da enxurrada de crédito que houve em 2009 e 2010, quando o governo reduziu impostos - como IPI - para ajudar na recuperação da economia e prazos para financiamento também foram alongados. Como reflexo dessas medidas, houve um aumento da inadimplência, o que fez com que as concessões fossem travadas este ano. Em outubro, segundo dados do BC, a inadimplência no setor foi de 5,9%, abaixo dos 6% em setembro, mas 1,2 ponto porcentual maior que o verificado em outubro do ano passado.

"Alguns bancos ficaram bem expostos nos seus processos de concessão de veículos. É natural que haja essa retração para limpar um pouco essa carteira e diminuir a inadimplência", diz Dorival Dourado, presidente da Boa Vista Serviços, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Construção terá corte de impostos de R$ 3,4 bilhões




Cobrança previdenciária será de 2% sobre o faturamento bruto e Caixa terá R$ 2 bilhões em financiamentos mais baratos ao setor

JOÃO VILLAVERDE, BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

Pressionado pelo fraco ritmo da economia e dos investimentos, em especial, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem novas medidas de estímulo à atividade. Desta vez, o setor beneficiado foi a construção civil, responsável por 4,9% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Ao todo, o governo federal vai abrir mão de R$ 3,4 bilhões em arrecadação de impostos, além de oferecer R$ 2 bilhões em financiamento mais barato ao setor.

A partir de março, as empresas do setor passarão a recolher a contribuição previdenciária de seus trabalhadores com uma alíquota de 2% sobre o faturamento bruto - a alíquota de 20% sobre a folha de pagamento será zerada. Com isso, a renúncia fiscal da Receita Federal, somente com essa contribuição, será de R$ 2,85 bilhões em 2013.

Mantega ressaltou que a medida é de caráter permanente - de acordo com a legislação em vigor, criada no programa Brasil Maior, a desoneração da folha de pagamentos vai até dezembro de 2014.

Segundo Mantega, com a desoneração as empresas recolhem hoje R$ 6,2 bilhões por ano à Previdência, e, com a nova fonte de tributação (o faturamento bruto, e não mais a folha de pagamento), vão economizar R$ 2,85 bilhões anuais.

"São R$ 2,85 bilhões a menos que o setor pagará para o ano. Poderá reduzir preços dos imóveis, aumentar produtividade e aumentar investimentos", disse Mantega.

Emprego. Segundo a presidente Dilma Rousseff, a medida "reduz o custo das empresas do setor e facilita a contratação de mão obra". Dilma destacou que os incentivos vão tornar "a indústria da construção civil mais competitiva".

As medidas foram anunciadas ontem no Palácio do Planalto, durante cerimônia de entrega da milionésima moradia do programa Minha Casa, Minha Vida.

Além da desoneração da folha de pagamentos, as empresas do setor terão uma linha especial de crédito para capital de giro oferecida pela Caixa Econômica Federal. Ao todo, a Caixa vai oferecer R$ 2 bilhões a juros de 0,94% ao mês, com prazo até 40 meses para empresas com faturamento anual de até R$ 50 milhões.

Maior financiadora do setor de habitação no Brasil, a Caixa estima que os desembolsos para crédito habitacional vão atingir R$ 92,1 bilhões em 2012, ante R$ 69,6 bilhões no ano passado e R$ 55,6 bilhões em 2010.

Regime. O Ministério da Fazenda também alterou regras do Regime Especial de Tributação (RET) do setor da construção. A alíquota geral do regime foi reduzida ontem de 6% para 4%, após cortes nos quatro tributos incluídos no regime - Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ), Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Com isso, o governo estima abrir mão de R$ 411 milhões em arrecadação no ano que vem.

Finalmente, o governo ampliou de R$ 85 mil para R$ 100 mil o valor máximo dos imóveis residenciais de interesse social, que no regime especial de tributação têm alíquota de apenas 1% sobre o faturamento. A equipe econômica avalia que deixará de recolher R$ 97 milhões em 2013 com esse estímulo.

De acordo com o ministro da Fazenda, as medidas vão diminuir o custo das moradias no País, ao reduzir o custo de produção das empresas.

Segundo dados apresentados por Mantega ontem, extraídos da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio (Pnad) de 2011, a construção civil conta com 7,7 milhões de trabalhadores. No ano que vem, a massa salarial do setor será de R$ 31,4 bilhões, de acordo com estimativa do Ministério da Fazenda.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

CONSTRUÇÃO CIVIL: Empresários apresentam plano para o setor


Brasil Econômico

Empresários paulistas entregaram ontem a representantes das três esferas de governo um plano para impulsionar a construção civil nos próximos dez anos. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) avalia que, para garantir o crescimento do setor, é preciso superar gargalos da cadeia produtiva. O Programa Compete Brasil propõe mudanças na área de planejamento e gestão, segurança jurídica, fonte de recursos, mão de obra, tributação e eficiência produtiva.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Controladora da Imovelweb ganha aporte de US$ 30 mi



Navent, gestora de portais de anúncios imobiliários, teve 20% de sua participação adquirida pelo fundo Riverwood Capital

Regiane de Oliveira
roliveira@brasileconomico.com.br

A Imovelweb acaba de ganhar novo fôlego para acelerar seus planos de expansão no Brasil. A Navent, empresa de classificados online de imóveis e empregos na América Latina, que controla o portal brasileiro, recebeu um aporte de US$ 30 milhões da Riverwood Capital, private equity especializado em tecnologia, que tem participações em empresas nacionais como Mandic e Alog Datacenters. O fundo adquiriu 20% de participação pertencentes a acionistas minoritários na Navent; os 80% restantes, foram comprados há dois anos pela Tiger Global Management, que tem em seu portfólio sites como Decolar e Netshoes.
A notícia animou o CEO da Imovelweb, Roberto Nascimento. Segundo ele, o capital será usado para expandir os negócios da Navent na América Latina, com foco nas empresas com maior potencial de crescimento. “A Imovelweb é uma empresa com 12 anos de existência, mas trabalhamos como se fosse uma startup, por conta da velocidade de expansão do negócio nos últimos anos”, afirma. “Quando comecei na empresa, em maio, tínhamos 80 mil anunciantes pagos. Hoje, estamos com 350 mil”, comemora.
Nascimento sabe, no entanto, que vai ter de disputar os recursos com outra empresa da Navent, a Bumeran, site de anúncios de empregos, líder em vários países da América Latina com cerca de 5 milhões de usuários únicos e 50 mil anúncios de emprego. “A Bumeran é uma empresa madura, mas com muito potencial de crescimento”, diz. A diferença fica por conta do mercado brasileiro, cuja economia está mais atrativa que nos demais países da região.
Se depender de Nascimento, os recursos já têm destino certo: ir às compras para consolidar os negócios da Imovelweb em todas as regiões do país, e ampliar a estratégia de marketing. No ano passado, o portal adquiriu o controle do Imovel-Pro (IPro), site e empresa de tecnologia de Santa Catarina, especializada no desenvolvimento de soluções para o mercado imobiliário e o ImoveisCuritiba, maior site de aluguel e venda de imóveis da capital paranaense.
O executivo antecipa que estas ações vão fazer com que a empresa dobre seu faturamento no fechamento de 2012, em comparação com os dados do ano anterior, apesar de não divulgar valores absolutos.
A Imovelweb tem hoje mais de 5 milhões de visitas mensais e disputa a liderança do mercado de classificados no país com os portais Zap Imóveis e Viva Real. E, dependendo da metodologia de análise de visitas ao si-te, ora aparece na primeira posição, ora na terceira. 

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Telha Norte no Black Friday


A rede de construção Telhanorte dará descontos de até 70% em seus produtos por conta do Black Friday, iniciativa do segmento varejista de comercializar seus itens com preços especiais. Ao todo, 37 lojas da empresa em três estados do país darão descontos nos produtos.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Bioarquitetura ganha espaço



Recursos naturais, como o barro, podem ser utilizados com bons resultados na construção

Cristina Ribeiro de Carvalho
ccarvalho@brasileconomico.com.br

Aliar construção e sustentabilidade é uma das novas premissas do setor, que passa a chamar a nova técnica de bioarquitetura, como conta o arquiteto alemão Gernot Minke. A prática consiste, de acordo com Minke, em utilizar materiais naturais, do local. “Isso significa que é preciso aproveitar o passivo dos recursos naturais iluminação natural, ventilação e microclimas -junto com a obtenção da eficiência energética do lugar. E o Brasil é rico neste aspecto, pois é um país ensolarado”, explica o arquiteto.

A bioarquitetura considera não apenas seus aspectos técnicos, mas analisa toda a cadeia produtiva ao qual perpassam, desde a extração e o manejo da matéria-prima até as distâncias percorridas em seu trajeto, os processos de transformação e incorporação de substâncias, a durabilidade, degradação e sua reintegração à natureza.

“Analisando o ciclo de vida dos materiais, obtem-se dados sobre os impactos que causam à natureza e à saúde humana, sendo possível tomar decisões conscientes e comprometidas com o meio ambiente e com as gerações atuais e futuras”, completa.

Dentro da bioarquitetura, Minke conta ainda que é possível usar terra argilosa, o barro. Uma das técnicas principais da bioarquitetura é a construção com terra crua.
“Em vez de utilizar energia para fazer tijolos, essa técnica propõe a utilização da terra crua, que tem um processo de secagem natural e não acarreta desmatamento, nem emissão de gás carbônico na atmosfera como os tijolos cozidos”, detalha.

Ainda de acordo com Minke, os benefícios vão além da sustentabilidade, pois esse tipo de tijolo possui ótima qualidade termoacústica. “São assentados com a mesma mistura de sua composição e podem formar paredes autoportantes (dispensam pilares) ou de vedação.

Quanto ao que pode ser construído com esse tipo de barro, o especialista aponta todos os tipos de edificações. Entre os exemplos existentes no mundo citado por ele estão creches, salas de multiuso, oficinas, centro de saúde e residências de alto padrão. “Também podemos construir prédios grandes. Temos na Alemanha uma habitação para sete famílias, com três pisos, com esqueleto de madeira e as paredes feitas de barro”, diz. “Não podemos utilizar mais concreto e materiais pré-fabricados, que contribuem para a poluição”.
A construção de paredes com fardos de palha é também uma das técnicas construtivas mais simples, baratas e assimiláveis da bioarquitetura.

Nesse processo, os fardos de palha são empilhados entre os pilares da edificação, proporcionando um bom isolamento térmico e acústico feitos com custos reduzidos. “Esses sistemas já são encontrados perto de aeroportos e rodovias nos EUA e na Europa como barreiras de som”, diz Minke. ■

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Home Depot testa mercado brasileiro com vendas on-line


Maior rede de materiais de construção do mundo começou a vender para o país há três meses produtos deaté US$ 2,5 mil

Regiane de Oliveira
roliveira@brasileconomico.com.br

Após problemas com sua operação na China, onde fechou sete lojas no terceiro trimestre, a americana The Home Depot, maior rede de material de construção do mundo, lança uma estratégia para avançar pela América Latina. Por enquanto, sem a presença física. A empresa lançou há três meses um portal de vendas para a região dentro do site de compras internacional PuntoMio. A partir de agora, clientes de 21 países latinos, dentre eles Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Venezuela e Costa Rica, podem fazer suas compras na varejista e receber os produtos em casa.
As lojas na China foram a primeira incursão da rede fora da América do Norte. No México, opera desde 2001, quando adquiriu a empresa Total Home. Nestes doze anos, comprou 20 lojas no país, tornando-se a maior varejista de construção, com 94 pontos de vendas.
O problema é que o modelo de grande magazine de construção, focado no conceito “faça você mesmo”, não agradou ao cliente chinês. Após seis anos de tentativa de rentabilizar os negócios no país asiático, em setembro, a rede abriu mão do negócio. Mas não do mercado. A Home Depot quer focar agora na operação online na região e abrir lojas pequenas, especializadas em cada segmento de atuação da construção, como pintura, por exemplo.
A lição chinesa está ajudando a companhia a se preparar para a América Latina. Segundo Luis Mattos, gerente sênior de produtos da Home Depot, o foco é
o crescimento de vendas no Caribe, onde a proximidade com os EUA ajuda a manter o preço dos produtos competitivos — o que não deve acontecer com os itens que chegarem ao Brasil, por conta da alta tributação para importados. No entanto, ele afirma que não há como ignorar o potencial do mercado brasileiro. “O Brasil representa uma oportunidade enorme para a empresa”, diz Mattos, que não soube informar se há planos para abrir lojas na região. “Não participei do projeto, mas particularmente, acharia ótimo. Quem sabe seria minha oportunidade para voltar ao país”, brincou o executivo, que é brasileiro, mas há muitos anos mora nos Estados Unidos.
Mattos está no país para participar do evento E-merging Markets, que acontece hoje e amanhã em São Paulo, para falar sobre o desenvolvimento de multicanais no varejo.
De acordo com ele, Brasil e Estados Unidos têm semelhanças quando o assunto é convergência de formatos. “Nos EUA, um dos principais desafios é logísticos, assim como no Brasil. Temos que entregar no Alasca, Hawai e Porto Rico, com preços tão competitivos quanto nos demais estados”, explica. E o varejo online é um dos grandes aliados para vencer o obstáculo logístico. “Quando começamos a operação, muitas lojas viam o online como um competidor. Levou um tempo para mudarmos essa cultura, mas hoje vemos o online como parte da loja física. E o ambiente físico, como parte da experiência do cliente”, explica.
Na Home Depot, o cliente pode comprar online e receber o produto na loja, por exemplo. A escolha do canal de vendas vai depender da comodidade. A rede não trabalha com preços diferenciados no online para não canibalizar as lojas físicas.

Varejista estima recuperação nos EUA

No último trimestre, o lucro da empresa foi impactado pelo fechamento na China

No terceiro trimestre, a The Home Depot informou vendas de US$ 18,1 bilhões, com alta de 4,6% em relação ao mesmo período do ano inteiro. A venda no conceito mesmas lojas, de unidades abertas há pelo menos um ano, teve aumento de 4,2%.
O lucro líquido no terceiro trimestre foi de US$ 947 milhões, uma alta modesta em relação aos US$ 934 milhões no mesmo período do ano fiscal de 2011. a lucratividade da empresa foi impactada pelos custos com o fim da operação chinesa, de US$ 165 milhões. Se considerado os dados ajustados, o lucro líquido seria de US$ 1,1 bilhão
“Nossos resultados do terceiro trimestre foram melhor do que o esperado e refletem, em parte, o que acreditamos ser o início do caminho para a cura do mercado imobiliário”, informou por meio de comunicado Frank Blake, CEO da companhia, referindo-se especialmente ao crescimento de 4,3% nas vendas de lojas americanas no período.
“Temos uma comparação ano a ano difícil por conta dos impactos do furacão Irene no ano passado. Mas vemos uma forte recuperação em todas as nessas unidades de negócios”, afirmou em comunicado.
Com base no seu desempenho até o terceiro trimestre, a empresa atualizou suas metas para o ano, elevando seus guidance de crescimento de venda para 5,2%.
No final do terceiro trimestre, a companhia operava um total de 2,2 mil lojas em todos os 50 estados, o Distrito de Columbia, Porto Rico, 10 províncias canadenses e México.
R.O.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Transformação do Traçado Urbano da Cidade


Arquiteto vai comandar projeto que vai redesenhar SP

Fernando de Mello Franco coordenará Arco do Futuro

MARIO CESAR CARVALHO

DE SÃO PAULO

O projeto mais ambicioso do prefeito eleito Fernando Haddad, o Arco do Futuro, será tocado por um arquiteto que é considerado brilhante pelos seus pares, mas não tem experiência política.

Fernando de Mello Franco, 48, o futuro secretário de Desenvolvimento Urbano, foi escolhido pelo prefeito para transformar o traçado urbano da cidade, herdado do plano de avenidas do prefeito Prestes Maia (1896-1965).

Prestes Maia criou a partir de 1930 uma cidade radial, com avenidas ligando o centro aos bairros. O plano teve dois efeitos perversos: ocupou os fundos de vale, uma das causas das enchentes, e sobrecarregou o centro.

A tese de doutorado de Mello Franco é justamente sobre como a cidade foi construída. Chama-se "A construção do caminho". Defende a tese de que as várzeas e os rios foram determinantes na estruturação da metrópole.

O Arco do Futuro que Mello Franco buscará implantar tem como objetivo reverter essa lógica, conectando as áreas periféricas da cidade.

HARVARD

O futuro secretário tem credenciais acadêmicas para a empreitada: deu aulas no curso de arquitetura da USP de São Carlos por 13 anos e foi professor visitante de Harvard, uma das melhores universidades dos EUA.

Sócio do escritório MMBB desde 1991, Mello Franco sempre atuou em projetos que têm uma interface pública. Com Milton Braga e Marta Moreira, projetou corredores de ônibus (1995-1996), o terminal do parque Dom Pedro (1996) e a garagem do parque Trianon (1996-1999). O terminal foi feito em parceria com Paulo Mendes da Rocha, o mais influente arquiteto paulista.

O escritório criou um projeto urbano para Paraisópolis, que transforma o córrego Antonico em eixo e uma espécie de praia da favela.

O MMBB também projetou, com o escritório H+F, um conjunto habitacional com 252 unidades no cruzamento da avenida Roberto Marinho com a Berrini. O caráter público da obra está no térreo. O projeto prevê a construção de uma escola de gastronomia e restaurante.

O crítico de arquitetura Fernando Serapião, editor da revista "Monolito", diz que Mello Franco "nasceu para isso" [ser secretário de Desenolvimento Urbano].

"Ele é o arquiteto e urbanista de sua geração mais preparado para essa função. Se deixarem, tenho certeza de que fará um excelente trabalho." 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Pela simplificação do processo de financiamento


Pela simplificação do processo de financiamento

CLÁUDIO ELIAS CONZ - Presidente da Associação nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco)

Recentemente, o governo finalmente regulamentou a linha Financiamento de Material de Construção (Fimac) com recursos do FGTS, que tinha sido aprovada pelo Conselho Curador do FGTS em janeiro passado. Com juros de 1% ao mês, o Fimac/FGTS tem limite de financiamento de até R$ 20 mil, prazo de pagamento de até 120 meses (10 anos) e o dinheiro não será descontado do FGTS do trabalhador. A medida deve beneficiar, sobretudo, quem precisa fazer pequenas reformas, já que a média de empréstimos para esse tipo de obra é de R$ 8 mil.
Como membro do Conselho Curador, acredito que a nova linha vai fortalecer o desempenho do setor de material de construção, que sofreu em 2012 com a falta de crédito no mercado. Apesar dos seguidos anúncios de redução dos juros, o consumidor ainda não estava encontrando taxas de juros mais baixas no mercado e isso fez com que se iniciasse um processo de desconfiança do nosso cliente (quando não tem dinheiro sobrando, o nosso consumidor passa a investir em itens de primeira necessidade). Além disso, o nosso setor, hoje, concorre com segmentos como eletroeletrônicos e automóveis e, diferente desses setores, precisa de um planejamento maior.

Ao oferecer mais acesso ao crédito a juros menores, estamos investindo também na diminuição do déficit habitacional

É verdade que a linha esbarrou em uma série de questões burocráticas, mas o que importa é que desde 1 de novembro ela esta disponível ao consumidor final e será mais um instrumento de melhoria, ampliação e reforma do estoque de imóveis hoje financiados pelo FGTS. Sem contar que, oferecendo mais acesso ao crédito a juros menores, estamos investindo também na diminuição do déficit habitacional, afinal aproximadamente 6 milhões de brasileiros ainda vivem em casas sem banheiro ou sanitário. Sob outro ponto de vista, um levantamento da Serasa Experian mostra que 15 milhões de brasileiros saíram da lista de inadimplência este ano, se tornando aptos a voltar a comprar a prazo. E a tendência é que esses consumidores façam parte da parcela da população que vai investir na casa própria, afinal através de ações como trocar o piso e a cerâmica do banheiro, reformar a sala ou pintar a parede, o consumidor também está contribuindo com uma valorização de cerca de 20% do seu imóvel.
As primeiras liberações de crédito da linha Fimac devem ocorrer em 30 dias e o volume disponível para utilização é de R$ 300 milhões, mas pode chegar a R$ 1 bilhão, dependendo da demanda. O impacto da medida será muito positivo para o mercado, afinal são 138 mil lojas de material de construção no país, sendo 98% delas pequenas e médias, que podem vender mais em um momento em que precisamos melhorar nosso desempenho. A nossa expectativa é que, além de facilitar o acesso ao crédito a juros menores para o consumidor final, a nova linha também contribua para a simplificação dos processos de tomada de financiamentos para esse fim no nosso país.
Certamente quem tem a ganhar é o consumidor final e o nosso país, que finalmente vai permitir que o trabalhador volte a investir na melhoria de sua casa própria, que agora não está mais tão distante de se tornar um sonho possível.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

FGTS para material de construção


Governo libera uso do FGTS para material de construção

AE - Agencia Estado

24 de outubro de 2012 | 13h 01 - BRASÍLIA - O governo regulamentou a linha de crédito para aquisição de material de construção com recursos do FGTS. Instrução Normativa do Ministério das Cidades foi publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União e entrará em vigor a partir de 1º de novembro. Para o exercício de 2012 a linha de crédito será de R$ 300 milhões, sendo que boa parte dos recursos (45,54%) será destinada ao Sudeste. O Nordeste ficará com 28,20%; o Sul, com 11,21%; o Norte, com 9,68%; e o Centro-Oeste com 8,37%.

A linha de crédito destina-se exclusivamente aos trabalhadores titulares de contas vinculadas do FGTS, independentemente da renda mensal bruta familiar. Serão permitidos financiamentos para imóveis urbanos e rurais para construção ou ampliação de unidade habitacional, reforma de moradia, instalação de hidrômetros de mediação individual e implantação de sistemas de aquecimento solar.

Terão prioridade famílias com renda mais baixa e projetos que beneficiem idosos, deficientes ou mulheres chefes de família.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Oportunidades para Construção Seca - Dry Wall


Após dez anos sem lançamentos, SP ganhará 12 hotéis

RODRIGO BURGARELLI - Agência Estado

21 de outubro de 2012 | 11h 13 - Após uma década de estagnação causada por crise de superoferta, o setor hoteleiro da cidade de São Paulo finalmente voltou a crescer. Doze hotéis serão lançados na capital paulista até o fim do próximo ano, segundo previsão do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). O número representa 10% dos cerca de 120 hotéis de grande porte que operam hoje na metrópole.

A expectativa do mercado é de que esse número represente entre 2.500 e 3.500 novos quartos no mercado hoteleiro paulistano, voltado principalmente ao turismo de negócios - atualmente, existem na capital paulista cerca de 42 mil quartos. Essa quantidade estava praticamente estacionada desde o começo da década passada, quando a cidade viveu uma explosão de oferta causada pela construção desenfreada de flats e hotéis no fim dos anos 1990.

"Após a estabilização econômica resultante do Plano Real, houve uma explosão de lançamentos hoteleiros e de flats na capital. Como a demanda não acompanhou a oferta, o setor acabou entrando em crise", explica Ana Maria Biselli Aidar, diretora executiva do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB).

O fundo do poço ocorreu em 2003, quando a taxa média de ocupação dos quartos chegou a 26% - a média anterior à crise, que é considerada o teto para uma cidade de turismo de negócios, é de cerca de 70%.

Retorno. De lá para cá, o mercado foi se recuperando pouco a pouco. "No ano passado, finalmente chegamos a quase 70% de ocupação novamente, o que significa uma ocupação de quase 100% nos dias de semana. E o valor médio da diária também vem aumentando", comemora Caio Calfat, vice-presidente de Assuntos Turísticos e Imobiliários do Secovi-SP.

Os dois principais motivos para isso são o crescimento da economia brasileira verificado nos últimos anos e o aumento da demanda por reuniões de negócios e convenções em São Paulo.

O grande impeditivo para que a retomada seja ainda maior, segundo Calfat, é o alto preço dos terrenos na cidade. Há uma expectativa de que a nova onda de lançamentos deixe os eixos tradicionais de hotelaria - como o centro, a região da Avenida Paulista e a rota Faria Lima-Berrini - para áreas onde o preço ainda é mais em conta, como Barra Funda ou zona norte. "Existe espaço, sim, além dos bairros convencionais. O terreno mais barato ajuda a garantir a rentabilidade", diz Aidar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.