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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Home Depot testa mercado brasileiro com vendas on-line


Maior rede de materiais de construção do mundo começou a vender para o país há três meses produtos deaté US$ 2,5 mil

Regiane de Oliveira
roliveira@brasileconomico.com.br

Após problemas com sua operação na China, onde fechou sete lojas no terceiro trimestre, a americana The Home Depot, maior rede de material de construção do mundo, lança uma estratégia para avançar pela América Latina. Por enquanto, sem a presença física. A empresa lançou há três meses um portal de vendas para a região dentro do site de compras internacional PuntoMio. A partir de agora, clientes de 21 países latinos, dentre eles Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Venezuela e Costa Rica, podem fazer suas compras na varejista e receber os produtos em casa.
As lojas na China foram a primeira incursão da rede fora da América do Norte. No México, opera desde 2001, quando adquiriu a empresa Total Home. Nestes doze anos, comprou 20 lojas no país, tornando-se a maior varejista de construção, com 94 pontos de vendas.
O problema é que o modelo de grande magazine de construção, focado no conceito “faça você mesmo”, não agradou ao cliente chinês. Após seis anos de tentativa de rentabilizar os negócios no país asiático, em setembro, a rede abriu mão do negócio. Mas não do mercado. A Home Depot quer focar agora na operação online na região e abrir lojas pequenas, especializadas em cada segmento de atuação da construção, como pintura, por exemplo.
A lição chinesa está ajudando a companhia a se preparar para a América Latina. Segundo Luis Mattos, gerente sênior de produtos da Home Depot, o foco é
o crescimento de vendas no Caribe, onde a proximidade com os EUA ajuda a manter o preço dos produtos competitivos — o que não deve acontecer com os itens que chegarem ao Brasil, por conta da alta tributação para importados. No entanto, ele afirma que não há como ignorar o potencial do mercado brasileiro. “O Brasil representa uma oportunidade enorme para a empresa”, diz Mattos, que não soube informar se há planos para abrir lojas na região. “Não participei do projeto, mas particularmente, acharia ótimo. Quem sabe seria minha oportunidade para voltar ao país”, brincou o executivo, que é brasileiro, mas há muitos anos mora nos Estados Unidos.
Mattos está no país para participar do evento E-merging Markets, que acontece hoje e amanhã em São Paulo, para falar sobre o desenvolvimento de multicanais no varejo.
De acordo com ele, Brasil e Estados Unidos têm semelhanças quando o assunto é convergência de formatos. “Nos EUA, um dos principais desafios é logísticos, assim como no Brasil. Temos que entregar no Alasca, Hawai e Porto Rico, com preços tão competitivos quanto nos demais estados”, explica. E o varejo online é um dos grandes aliados para vencer o obstáculo logístico. “Quando começamos a operação, muitas lojas viam o online como um competidor. Levou um tempo para mudarmos essa cultura, mas hoje vemos o online como parte da loja física. E o ambiente físico, como parte da experiência do cliente”, explica.
Na Home Depot, o cliente pode comprar online e receber o produto na loja, por exemplo. A escolha do canal de vendas vai depender da comodidade. A rede não trabalha com preços diferenciados no online para não canibalizar as lojas físicas.

Varejista estima recuperação nos EUA

No último trimestre, o lucro da empresa foi impactado pelo fechamento na China

No terceiro trimestre, a The Home Depot informou vendas de US$ 18,1 bilhões, com alta de 4,6% em relação ao mesmo período do ano inteiro. A venda no conceito mesmas lojas, de unidades abertas há pelo menos um ano, teve aumento de 4,2%.
O lucro líquido no terceiro trimestre foi de US$ 947 milhões, uma alta modesta em relação aos US$ 934 milhões no mesmo período do ano fiscal de 2011. a lucratividade da empresa foi impactada pelos custos com o fim da operação chinesa, de US$ 165 milhões. Se considerado os dados ajustados, o lucro líquido seria de US$ 1,1 bilhão
“Nossos resultados do terceiro trimestre foram melhor do que o esperado e refletem, em parte, o que acreditamos ser o início do caminho para a cura do mercado imobiliário”, informou por meio de comunicado Frank Blake, CEO da companhia, referindo-se especialmente ao crescimento de 4,3% nas vendas de lojas americanas no período.
“Temos uma comparação ano a ano difícil por conta dos impactos do furacão Irene no ano passado. Mas vemos uma forte recuperação em todas as nessas unidades de negócios”, afirmou em comunicado.
Com base no seu desempenho até o terceiro trimestre, a empresa atualizou suas metas para o ano, elevando seus guidance de crescimento de venda para 5,2%.
No final do terceiro trimestre, a companhia operava um total de 2,2 mil lojas em todos os 50 estados, o Distrito de Columbia, Porto Rico, 10 províncias canadenses e México.
R.O.

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